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Abre hoje, 3.3., no Instituto Camões uma exposição do fotógrafo português - oriundo de Moçambique - António Leitão Marques, intitulada "Moçambique, Labirinto da Saudade". Nada mais sei sobre o que integra (nem quanto tempo estará disponível). Mas posso presumir que valerá visitá-la. Aqui deixo duas belissimas e já antigas fotografias suas (empobrecidas nas reproduções) que possuo em livro publicado em 1997.

["Cantina no Chiúre"]

["O Padrão e o Fortim da Ilha de Moçambique"]

As fotografias foram retiradas deste livro, que contém trabalhos de vários autores entre os quais, dedicados a Moçambique, os de António Leitão Marques, Sérgio Santimano e Faizal Sheikh.

[Encontros de Fotografia 1997, Língua Franca]

jpt

publicado às 00:55


18 comentários

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De umBhalane a 03.03.2010 às 01:33

"O Padrão e o Fortim da Ilha de Moçambique" é esclarecedora.

Vi, claramente visto (1975?), também o monumento aos mortos da grande guerra destruído a martelo...entre outros.

São coisas que nunca esquecem.
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De jpt a 03.03.2010 às 01:46

1B que monumento aos mortos da GG viu destruido? Na Ilha?
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De ana maria ferreira a 03.03.2010 às 06:56

Em Mocambique os monumentos nao foram destruidos mas sim retirados e colocados em locais onde hoje sao Museus. Em 1976 estava eu na Faculdade de Historia em Maputo e mandaram colegas meus para a Ilha de Mocambique para fazer trabalhos de restauracao.
Ficaram la anos... e interromperam os seus estudos por esta causa!
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De jpt a 03.03.2010 às 08:46

AMF a minha pergunta (que me permito repetir, porventura poderá elucidar-me) é no sentido de saber se havia algum monumento aos mortos da I GM na Ilha de Moçambique, pois nunca dele ouvi falar - e depreendi do comentário de 1B que era disso que se falava.

Quanto ao resto, à questão dos monumentos portugueses: eu continuo a dizer que em Portugal não há um busto de Filipe I, rei de Portugal, um beco Filipe II, rei de Portugal, uma travessa Filipe III, rei de Portugal, uma biblioteca de escola secundária Miguel de Cervantes, escritor do reino de Portugal, um mera estátua de jardim no tão toponimicamente cultural bairro de Telheiras Francisco Quevedo, escritor no reino de Portugal. Nem mesmo uma, veja-se, um Largo Tiradentes, que homenageasse esse grande português. Como tal, toda esta questão tão recorrente dos monumentos (e toponímias) coloniais que foram apeados ou mudados, me parece perfeitamente ... subreptícia - não são as pedras, mais ou menos bem torneadas, ou as placas, mais ou menos bem alisadas, o objecto. É, cônscia ou inconscientemente, um protesto com outra coisa.

Ainda para mais quando o assunto é levantado por gerações que assistiram em directo na TV (e presume-se que com humana(itária) satisfação) ao apear de estátuas dos Hoxas, dos Ceausescus, Estalines e Lenines, Kadars e afins - já para nao falar em símbolos dos Stroessneres ou Somozas, que ao que me lembro, não deram na TV (disso só me lembro do desfile managuense em cavalo branco do futuro celerado Ortega).
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De jpt a 03.03.2010 às 08:57

Para além dessa questão geral - e que confesso me é cansativa [o que é que as pessoas queriam? que os símbolos do ocupante colonial continuassem a marcar a identidade do novo país, a construí-la? há coisas que realmente ...] - permita-me AMF um matizar da sua afirmação: há locais em Moçambique onde os monumentos coloniais, após a normal efervescência revolucionária, foram tornados peças de museus (ou de locais de índole cultural-histórica). Que é a solução que me parece óptima. Mas há outros locais onde isso não acontece, o que me parece fruto de inércia. Se em Maputo tudo foi integrado na Fortaleza, por exemplo, na Beira está tudo guardado num armazém. E em Inhambane está um Vasco da Gama nas traseiras de um edifício municipal, entre flora silvestre e oficinas. Não custava nada carregá-lo para o jardim do museu da cidade (Que é tão heterogéno que integraria aquela peça sem qualquer problema de coerência). Confesso que não percebo este tipo de questóes, 35 anos depois da independÊncia. Portanto, nem todos os monumentos foram colocados em museus - e podiam, com um enquadramento a realizar.
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De catarina a 03.03.2010 às 12:12

Plenamente de acordo, JPT!
Polémicas à parte - a foto é absolutamente fantástica. Não conhecia. Sabes se o livro está à venda??
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De jpt a 03.03.2010 às 12:37

É uma edição daqueles Encontros de Fotografia que eram organizados em Coimbra (e que se calhar ainda são), se não esgotou deve ser encontrável ou na organização (se ainda houver) ou nos patrocinadores - que com toda a certeza são institucionais
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De umBhalane a 03.03.2010 às 17:58

JPT

Vi claramente visto um monumento alusivo aos mortos da grande guerra, ou similar, género de pelourinho, na Ilha de Moçambique, em 1974 ou 1975, pouco antes ou pouco depois de 25/06, já não sei precisar.

E o que foi destruído pelas estruturas, foram os símbolos portugueses - as quinas, castelos e esfera armilar...

E devo? ter algures um negativo de fotografia ao local.

Quanto à argumentação que utiliza, no pressuposto de que eu defendo a permanência dos monumentos portugueses expostos em lugar original em Moçambique, creia que a premissa está errada, porque sou detentor de alguma racionalidade, tendo os pés bem assentes em terra.

Por exemplo, não gostei, e condenei, que tanques dos USA "ajudassem" a apear/destruir a estátua de Saddam.
Pelo que está/fica implícito.
E Saddam não era flor que se cheirasse...

Ademais, são demasiado permissivas declarações tão peremptórias, face ao flagrante que a fotografia evidencia.
Não admira que fossem necessários restauros, ressalvando o facto de eu não ser técnico habilitado para esta minha dedução!
Nem 8, nem 80.

Vi Camões e Gama apeados nos relvados, incólumes, à altura, e no momento (obtive "agora" informação que foram recolocados). Sarmento Rodrigues também.

Idem para a Capelas das Almas - intocável.

Mas já lá vão uns anitos.

E solicitei mais pormenores sobra a questão que levantei - assim, voltarei ao assunto para confirmar/rectificar.
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De João Cabrita a 03.03.2010 às 18:15

No recentemente restaurado posto fronteiriço de Goba, que liga Moçambique à Suazilândia, ainda está de pé um padrão com as cinco quinas.
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De ana maria ferreira a 03.03.2010 às 18:23

Nota: Os restauros foram necessarios devido a degradacao em que se encontravam muito muito antes da Independencia. Isso aconteceu tambem em Goa e Timor...

Nao me mate JPT ... mas saindo de Mocambique e indo para o Iraque. Saddam foi impecavel para os Paises do chamado 'Terceiro Mundo'. Mocambique depois da Independencia comprava petroleo ao Iraque a credito quando precisamos de combustivel e durante a guerra civil.
Um professor duma cadeira na Univ. Eduardo Mondlane uma vez disse: o homem levantou-se e pos-se na vertical ha muito pouco tempo ainda estamos muito proximos do Australopitecus...
Eu acho que ainda estamos a libertar-nos das cavernas.
Um abraco de Toronto.
AMF

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