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Hoje no Consulado de Portugal aconteceu a comemoração em Maputo do 85º aniversário de Pancho Guedes. Lançamento do guia "112 Edifícios de Pancho Guedes em Maputo. Lista e Localização", um roteiro produzido e oferecido pelo consulado, que contém mapa e identificação nominal, com respectivo endereço, da obra do arquitecto nesta cidade. Uma publicação inestimável. Em seu complemento foi lançado um concurso fotográfico dedicado aos trabalhos de Pancho Guedes - o qual para além do fazer reviver os edifícios, de os dar a conhecer, de combater o esquecimento destrutivo a que muitos estão votados, é também forma de procurar a identificação de alguns outros que ainda não estão inventariados neste assumidamente "trabalho em progresso".

Mas mais, foi ainda apresentado o sítio Pancho Guedes [também ainda em progresso mas já funcional], uma forma de a todos dar a (re)conhecer esse marco da arquitectura no país.

Mais uma vez, e tal como foi aventado aquando da recente visita do arquitecto a Maputo, foi referida a hipótese não só de uma homenagem académica mas também a criação de um local físico dedicado ao seu trabalho e personalidade, uma "casa de Pancho Guedes" - e para isso muito será necessária a intervenção do Estado moçambicano, bem como de instituições privadas, seduzíveis para tal objectivo. Penso que seria muito interessante a sua articulação com instituições portuguesas - e muito obviamente do instituto de acção cultural externa nacional, o Instituto Camões cuja colaboração me parecerá com todo o cabimento (palavra que também tem, como é sabido, uma dimensão semântica explicitamente orçamental).

É imprescindível sublinhar que o ânimo de toda esta actividade em torno da obra de Miranda Guedes tem sido a cônsul portuguesa em Maputo, Graça Gonçalves Pereira. Ao longo dos anos aqui no ma-schamba tenho sido muito parco em elogios pessoais. E ainda bem, pude assim guardar a quantidade disponível para lhos atribuir, até em regime de monopólio. Devidos por esta actividade de diplomacia cultural em torno de Pancho Miranda Guedes mas também por múltiplas outras actividades, públicas e administrativas. É uma personalidade fantástica e, por isso mesmo, uma excepcional diplomata. Pelo seu dinamismo e competência cativou a "comunidade" portuguesa (ou seja, os portugueses residentes) e os seus interlocutores nacionais. A gente está a gostar. Muito. Que se registe isso.

jpt

publicado às 23:59


3 comentários

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De Rita Soares de Oliveira a 14.05.2010 às 22:58

Zé, gostei de ler o que escreveste, não só pelo assunto do texto em si mas pela raridade que é ler-se ou ouvir-se dizer bem de alguém, é tão mais fácil a critica e o mal dizer que esta diferença calhou mesmo bem!

Não tive ainda oportunidade de conhecer a senhora mas tenho conhecimento de trabalhos que faz para a promoção da cultura e do apoio à comunidade residente. Um dia calha me a sorte de a poder conhecer!
Mas parabéns por guardares os elogios para quem os merece e não andar praí a desvaloriza-los.
Estiveste muito bem! bj
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De Pedro Silveira a 15.05.2010 às 19:54

Graça Gonçalves Pereira desde que chegou a Maputo mostrou que era uma pessoa diferente e muito activa. Por isso o elogio é merecido. Em muitas areas mudou o circunstancialismo da comunidade Portuguesa.

Oxalá a comunidade Portuguesa redicada em Moçambique esteja à altura da Consul que tem.
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De catarina a 18.05.2010 às 18:45

Sem qualquer espirito corporativo - BEM HAJA GRAÇA!!!

E sim Zé, estiveste mesmo bem!!

CA

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