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"…cheguei a um acordo perfeito com o mundo: em troca do seu barulho dou-lhe o meu silêncio…" (R. Nassar)
Há alguns anos visitei um congresso de História de África. Encontrei à fala um historiador moçambicano. Dissertava ele, preocupado, sobre a necessidade de afirmar e desvendar os heróis moçambicanos, escassos ainda, desconhecidos muitos.Imaginem os sorrisos dos colegas internacionais, peritos em "descontruir" mitos heróicos, todos cá fora, gozões e paternalistas. "Meu Deus, eles andam à procura de heróis", que coisa, "deve ser para pôr no nome das ruas", ainda ironizou alguém.
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Acabo de mudar de casa (daí ter andado ausente deste maxamba, entretido a arrumar o estaminé). Vivi aqui anos numa rua de nome verdadeiramente comunista. Agora estou numa rua cujo nome é de um obscuro rei português. Via email enviei aos amigos a nova morada. Logo recebi de colega/amigo um grande abraço, que fosse eu bem-regressado a Portugal, como se fosse um "até que enfim, que já por lá andavas há muitos anos"
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Há alguns anos visitei um congresso de História de África. Encontrei à fala um historiador moçambicano. Dissertava ele, preocupado, sobre a necessidade de afirmar e desvendar os heróis moçambicanos, escassos ainda, desconhecidos muitos.Imaginem os sorrisos dos colegas internacionais, peritos em "descontruir" mitos heróicos, todos cá fora, gozões e paternalistas. "Meu Deus, eles andam à procura de heróis", que coisa, "deve ser para pôr no nome das ruas", ainda ironizou alguém.