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Cheias, ao Chockwé

por jpt, em 24.01.13

Ontem em Maputo conversei com um amigo patrício da agricultura, agora trabalhando pela área do Xai-Xai, depois de mais de uma década pelo norte e extremo norte do país. Avançou, preocupado, que a zona do Limpopo estava a sofrer com as chuvadas, as culturas (machambas familiares, o fomento comercial e as plantações) possivelmente perdidas, e que a barragem de Massingire já abrira, mais alagando as terras (até a gigantesca plantação chinesa, de 25 000 ha férteis, afastados da população). Disse-me tudo aquilo com um desembaraço profissional, com detalhes de pluviosidade, áreas, percursos, médias e modas, tão facilmente como outros falam de futebol ou de outras coisas. E culminou, preocupado, para o meu espanto de leigo, "se a maré estiver cheia lá em Xai-Xai aquilo alaga, que as águas fluviais estancam".

Hoje, no mural facebook de Dmytro Yatsyuk, encontro estas e várias outras fotografias (não sei se da sua autoria) do Chockwé, na bacia do Limpopo, de hoje mesmo. Em Maputo estamos distraídos. A falar pouco disto. E a perceber pouco as interligações.

jpt

publicado às 17:11



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