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A ideologia: Dylan et al

por jpt, em 17.10.10

Numa entrada anterior chispou polémica interna (entre bloguistas do ma-schamba e entre comentadores residentes). Quero sublinhar que ancoro a minha posição ideológica na minha biografia, o que não é novidade. E que nesta tem relevo o momento, ao tempo raro, em que vi isto na televisão e em directo. O resto fica ininteligível se não se entender isso. Sem qualquer afinação.

Ficará desentendível se não recordarmos a mitologia (sem aspas, cara leitora bloguista) que enquadra a memória desta actuação. O final do que foi então o maior espectáculo de sempre. O grasnar de uma geração, por assim dizer [o abandalho do partir da corda diante de mil milhões ou coisa que o valha foi, e sem rodeios ainda o é, um hino.].

Adenda: acima o que coloquei em torno dos mais-do-que-suficientes filmes parece-me pouco para o que quero lembrar. Resta-me tentar descrever a adesão. Um grupo de vinte anos então feitos, ali ao Olivais Norte, em casa do HP (onde andará o então lead guitar da banda da rua? e dos pouquíssimos desse tempo que aqui passam quem estaria lá?), feita ocasional refúgio livre de pais ou mais-velhos. Foi um dia preparado e esperado, "onde vais ver o Live Aid?" foi questão entre-a-gente, e depois um dia passado sem se perceber bem como (nenhum de nós disse ou viria a dizer "Queen rules", a única verdade - ainda que pirosamente dolorosa - a retirar do dia e noite), um sábado inteiro passado a olhar o que nos chegava, via tv, de Londres e Filadélfia - coisa nunca antes feita e por isso nós ali, a geração do Dramático de Cascais, assim congregada, entusiasmada, deliciada. Pedrada. Depois, na noite longa, quase como se fosse o alvor da madrugada, e já bebidas todas as confluências preparadas, já fumado tudo o que teria havido para fumar - e decerto que então muito -, talvez com excepção de algum sg gigante ou filtro ainda disponível para sorver em partilha, depois então noite já longa, anuncia-se o fim, e será um fim com Dylan, yah, e também Kiff the Riff. E ei-los, os verdadeiros glimmer twins, que o Jagger já aparecera in-pop com o Bowie, putas, os glimmer twins e o dylan muito passados, exactamente como se após um longo dia e uma longa noite passados nos bastidores. "Blowin in the Wind"? Afinação? A maior bandeira, pelo contrário ...

Regresso, supra-nostálgico, aos tempos de hoje. Um tipo vê isto e lembra-se do que aprendeu: é sempre na sua "trincheira" que há bronca. Que interessam as outras, lá bem longe? Coisas de geração. A do Dramático de Cascais. E a outra, a dos putos. Ou dos jotinhas, vermelhuscos ou laranjuscos. Mestres da topologia. Mestres da merda, nada mais. Piolhos, como os desenharia Tardi, o mestre das tais trincheiras. Piolhos também em blogs colectivos. Até aí.

Um abraço ao ABM. E um outro ao Bruno.

Vou ali fumar um cigarro. Sem piolhos.

jpt

publicado às 19:46


2 comentários

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De VA a 17.10.2010 às 19:56

Ainda bem que não foste comprar cigarros...
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De cg a 17.10.2010 às 20:49

deste Dylan Gosto muito

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