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Nostalgia aldeã

por jpt, em 12.11.10

Insónia passeante por jornais, facebook e blogs. No meu país abundam hoje as referências, sentidas e nostálgicas, à morte de um velho demente que acenava nas ruas de Lisboa. E logo brota uma homenagem na rua, à qual não faltam as encenações do político profissional liberal ou do (já velho) escritor piadético. Sim, é a nostalgia aldeã, a nostalgia do apreço pelo idiota comunal. Mas é também o construído apreço pela demência. Desde que mansa. E abonada, como era o caso.

jpt

publicado às 04:39


5 comentários

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De cláudia a 12.11.2010 às 10:21

uf. julguei que eu é que estava a ficar insana. imagina tu que até tem direito a causa no facebbok para lhe fazerem uma estátua!!!!!!!!
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De VA a 13.11.2010 às 00:36

Não posso concordar mais contigo. Fico estupefacta com a publicitação que a morte do sr. está a ter. Mas juro que fico ainda mais estupefacta pelo facto de eminentes cientistas sociais e até alguns reconhecidos actores da praça lhe fazerem referência no facebook. Deve ser pelo lado performativo, creio...ou a caridadezinha disfarçada de facto social.
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De AL a 12.11.2010 às 14:56

Tambem eu tenho andado perplexa com este .... "movimento" (?) em torno do inocente da aldeia... E' verdade que o senhor era simpatico; via-o por vezes no Saldanha. Pergunto-me se o "movimento" seria o mesmo se o senhor, para alem de acenar adeuses, acumulasse lixo em sacos de plastico e dormisse num cartao exposto na rua. Seria?
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De jpt a 13.11.2010 às 05:12

VA é o blaseísmo [sim, é uma atitude política e é uma atitude atitudinal. Não tenho qualquer paciência]
AL é o blaseísmo [sim, é uma atitude política e é uma atitude atitudinal. Não tenho qualquer paciência]
C. é o blaseísmo [sim, é uma atitude política e é uma atitude atitudinal. Não tenho qualquer paciência]
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De O Homem do Adeus | ma-schamba a 13.11.2010 às 05:46

[...] o hmbf sobre o homem do adeus e sobre uma Lisboa em camisa que subsiste (aqui abaixo também). Num contexto onde os pobres (populares) e loucos são sempre “homem” e [...]

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