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No cinema com a filha, no Corte Inglês (a pantufada mamarracha que os predecessores socialistas do senhor Medina e do vereador Salgado-BES deram naquele sector lisboeta, a gente daqui já se esqueceu ...). Antes do filme um café, o refresco, o bolinho - preços inflaccionados. Depois de entrar no parque cinéfilo, rasgado o bilhete, ainda pior: um euro e noventa cêntimos (400 escudos) por uma pequena garrafa de água. Ninguém nos obriga, claro está, que mandasse eu a rapariga beber na torneira dos sanitários, quanto vezes o fiz eu ... Bem, mas antes o tal "cafezinho", pedido e pago ao balcão. Vamos à mesa, deglutir. Ao lado está este cartaz. Quando nos levantamos a minha filha chama-me a atenção, "pai, o tabuleiro ...". Estanco, e entro na economia política. Que ali os preços estão inflaccionados, "especulativos" se se quiser. Que se precisam da mão-de-obra para arrumar os espaços e "agilizar" (é assim que se fala agora em Lisboa) a sua ocupação que contratem mais gente, somos muitos nós, os desempregados. Que é uma vergonha que nos induzam (não somos obrigados, repito) a comprar caro e ainda nos ponham a trabalhar. Sinto-me um bocado deslocado, à minha volta os lisboetas esvoaçam, comprando. E arrumando, obedientes, julgando-se numa cantina, essas de corporações, a preços "sociais".

 

Vou ver o filme. Não avanço mais. 

 

publicado às 18:15



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