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Eleições em Moçambique

por jpt, em 13.10.14

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 (fotografia retirada do mural do meu amigo Johane Zonjo)

 

À distância acompanho a campanha eleitoral moçambicana. Alguns amigos enviam-me alguns jornais moçambicanos (naquele abençoado suporte pdf), recebo os diários eleitorais produzidos pela equipa CIP/AWEPA (coordenada por Hanlon). E, fundamentalmente, informo-me no meu mural FB, felizmente tenho ligações a apoiantes dos três grandes partidos, plurais visões e sensações. 

 

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 (fotografia retirada do mural de Manuel Araújo, autarca MDM de Quelimane e também bloguista)

 

Desde 94 são as primeiras eleições que não presencio. Neutral, mas nunca desinteressado, enquanto leio resmungo "que faço eu aqui?", como se esta fosse a minha Abissínia. De longe vejo, até com alguma preocupação, as grandes expectativas de todos, obrigatoriamente algumas serão desiludidas e terão que ser (auto)geridas. A Frelimo convicta que ganhará, como quase sempre aconteceu. O MDM convicto em grande resultado (Manuel Araújo afirmando a expectativa em 100 deputados). A Renamo convicta que já ganhou (Dhlakama afirmou-o numa entrevista). Como será o "dia seguinte"?

 

Em termos de campanha pelo que leio percebo haver algum crescendo de abertura pluralista nos órgãos de comunicação social, e isso é salutar. Mas, nesta distância, a grande inovação que encontro é o uso das fotografias, principalmente na Renamo. Julgo que nem terá sido algo deliberado, talvez se deva ao facto de serem pessoas da comitiva do seu presidente a fotografarem. Pois surgem inúmeras fotos tiradas por trás do seu presidente enquanto discursa, enfrentando multidões de apoiantes: o impacto visual é fortíssimo, valorizando a envolvência e dando-lhe um ar espontâneo, diverso do brotado das fotografias profissionais aos comícios organizados.

 

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 (fotografia retirada do mural de Ivone Soares, dirigente da Renamo e também bloguista)

 

Enfim, que tudo corra bem, esta semana e depois. Que o susto desde meados de 2013 já chegou, "para pior já bastou assim".

 

Em mero rodapé, excêntrico ao que realmente interessa, o futuro moçambicano. Mas que me é significante, como português interessado em Moçambique. Que um diplomata português, acreditado em Maputo, surja neste domingo - a três dias das eleições - no seu mural facebook (ainda para mais com aquela metodologia propagandística de identificar dezenas de pessoas na colocação, assim aparecendo às redes de ligações destas - e foi por isso que vi a afixação) a propagandear um dos candidatos, dando azo a interpretações de apoio tácito, é completamente descabido. Seja qual for a candidatura em causa. Há coisas que nem o corporativismo de "classe profissional" pode justificar. E que nem o mais desvairado egocentrismo pode desculpar.

publicado às 00:29


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