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Estante Austral (7)

“Canal de Moçambique”, edição de 24.9.2014

 

 

“Namacurra”, a I Guerra Mundial em Moçambique na banda desenhada de João Paulo Borges Coelho

 

Em 2003 João Paulo Borges Coelho publicou o seu primeiro romance, “As Duas Sombras do Rio”, cujo impacto logo o firmou como nome maior na literatura moçambicana. Condição que se sedimentou  pela permanente produção que se seguiu na década seguinte (“As Visitas do Dr. Valdez”, “Índicos Indícios I – Setentrião” e “Índicos Indícios II – Meridião”, “Crónica da Rua 513.2”, “Campos de Trânsito”, “Hinyambaan”, “A Cidade dos Espelhos”, “O Olho de Hertzog”, “Rainhas da Noite”). E que desde cedo foi sinalizado através da atribuição do maior prémio literário nacional, o José Craveirinha de Literatura de 2006, então atribuído ao “As Visitas do Dr. Valdez”, e, posteriormente do prémio Leya 2009, em Portugal, dedicado ao “O Olho de Hertzog”.

 

Todo este já longo programa ficcional e o relevo obtido tende, até paradoxalmente, a obscurecer as anteriores incursões do autor na banda desenhada. Algo que se deve também, é isso evidente, às características do contexto editorial moçambicano. Pois as três obras que publicou no início dos anos 1980s (julgo que entre 1980 e 1982, incerteza devida ao facto dos meus exemplares não estarem datados) estão esgotadas há já muitos anos, sendo inclusive quase impossível encontrá-las nos fervilhantes alfarrabistas das ruas de Maputo – isto apesar das tiragens de então terem sido bastante grandes, conta-se que na ordem dos 20 mil exemplares. Nessa já recuada época Borges Coelho publicou “Akapwitchi Akaporo Armas e Escravos” e “No Tempo de Farelahi” (Instituto Nacional  do Livro e do Disco) e ainda  “Namacurra”, este último na revista periódica “Kurika”, e do qual apenas possuo exemplar fotocopiado.

 

(O texto completo está aqui).

publicado às 10:25


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