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Agora que o ABM regressou, em rescaldo ao Mundial de futebol sinto-me legitimado para mais uma entrada sobre o assunto, que tinha ficado para trás. Sobre as relações entre o Império Romano e o campeonato mundial de futebol. Permanências históricas que me surgiram quando, chegado a Lisboa, encontrei no jornal "A Bola" uma fotografia mostrando Juan Carlos Bourbón, rei de Espanha, saudando Vicente Del Bosque, centurião, perdão, seleccionador espanhol. E não resisti a recortá-la, pois logo me lembrei de Julius Cesar, primeiro imperador* de Roma, aquando das suas campanhas de pacificação na Hispânia.

 

 

 

* O leitor Lowlander, aqui comentador residente, lembra-me (nos comentários), e com toda a razão, que Júlio César nunca chegou a ser imperador em Roma. Na caixa de comentários estão algumas ligações sobre a matéria, comprovando que assim é no sentido que hoje damos à palavra (posto). Corrijo o texto chamando-lhe o primeiro (e último) proto-imperador de Roma.

 

jpt

publicado às 14:23


8 comentários

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De Lowlander a 04.08.2010 às 19:12

Pois, o significado e muito diferente.
Durante o periodo Republicano, so os Consules podiam liderar o exercitos em campanhas militares, excepto se alguem fosse nomeado pelo Senado como proconsul (habitualmente ex-consules quando era necessario ter um unico chefe militar para tratar de uma campanha que se adivinhava como provavelmente longa, ja que o cargo de Consul era um mandato anual) em qualquer dos casos era atribuido um "imperium" para esse efeito que se poderia traduzir como um mandato para liderar um determinado numero de Legioes e/ou frotas maritimas numa determinada area geografica ja que o exercito era publico e financiado pelo tesouro Republicano (excepto apos as reformas instituidas por Mario - tio-avo de Cesar - que incidentalmente levaram a instabilidade na estrutura militar, logo instabilidade politica e eventual colapso da Instituicao Republica).

O "imperium" era automaticamente perdido assim que a pessoa em causa atravessa-se o "pomerium" que era uma linha que delimitava a antiga cidade de Roma e o exercito estava proibido de entrar no "pomerium". Quem quer que se quisesse candidatar a um qualquer cargo publico tinha sempre de o fazer em pessoa no Forum, sendo obrigado portanto a atravessar o "pomerium" pretendia-se com isto criar em Roma, o centro politico da Republica, uma area desmilitarizada.
O titulo de "imperador" foi apenas um estratagema (bem Romano diga-se) que Octavio arranjou para manter a aparencia de uma Republica mas re-instaurando uma monarquia de facto em Roma.

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