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Sem tema...

por AL, em 28.10.14

... mas com cores! Ao vivo! Angola em Toronto - exposição individual do Miguel Barros, ele também nestas paragens mais árcticas. Ide, ide ver a página dele que vale a pena!

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“ If you’re quiet, you’re not living. You’ve got to be noisy and colorful and lively.”

Mel Brooks

 

“Esta exposição é uma chegada, uma partida, uma síntese do meu trabalho e percurso inspirado pelas minhas viagens.

Uma reflexão intima, o espelho do meu dia a dia. Um diário de cor.”

Miguel Barros

 

O publico, presenteado com um espaço amplo e repleto por uma palete de cores intensas que o artista não se acanha em usar e abusar. Cores garridas, texturas e dimensões volúveis que não deixam o espectador indiferente na mesma forma em que o artista não ficou indiferente aos detalhes do quotidiano.

 Cada tela e um portal que convida o publico a vasculhar e interpretar a alma do artista. Instantes que numa fracção do tempo foram privados e que agora são desvendados e presenteados ao publico. Registos fotográficos absorvidos por pinceladas abstractas do artista Miguel Barros.

 Podemos definir pelo trabalho e composição apresentada que a capacidade do artista para observar o mundo, mesmo quando inserido numa realidade como a de Angola com grandes discrepâncias sociais (pais onde viveu seis anos antes de se mudar para Calgary) e de uma postura optimista e positiva mas não alheia.

Retalhos do dia a dia costurados e remendados que constroem uma vida, um percurso envolto num optimismo contagiante.

Ora e visível a tendência e opção de Miguel Barros de escapar ao cinzento, aborrecido e conturbado destino. Isto faz deste artista um crente no Free Will. O esforço natural em enxergar o belo até numa poça de lama e transmitir essa imagem através da aplicação de texturas, plissados e sobreposição de retalhos reciclados a partir de tecidos esquecidos e agora com um novo propósito aplicados a sua obra.

No entanto a realidade e um misto diário de positivo e negativo, feio e belo, prazer e dor. Este registo real no quotidiano de todos nos não ficou esquecido neste projecto sendo apresentado ao publico capturado e confinado numa caixa de acrílico que apesar de selada não oculta completamente o seu conteúdo (no seu interior repousa uma tela que absorveu o negativismo tingida de negro, branco e laivos de prata confinada a um espaço pré-definido pelo artista).

O artista não brinca de Deus mas exemplifica ao publico que existe sempre a opção de escolha. Que a vida e uma composição de Yin e Yang, sempre regida pelas decisões que cada um de nos abraçámos. Sempre consciente que a vida e uma composição de retalhos e opções individuais.

Raquel Vilhena

Directora de Arte/Curadora

Walnut Contemporary Gallery

Toronto/Canada

 

AL

publicado às 15:38



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