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"Serei sincero se disser que não faço ideia da reacção que irá despertar a técnica narrativa do autor de "Cães da Mesma Ninhada", a um público que em tempos admirou Aquilino Ribeiro. Não que Ascêncio de Freitas seja só isso - um descendente, em linha recta, do autor de "O Malhadinhas", desaguado em território africano. Há nele outros ingredientes - uma perfídia mansinha, um caminhar meticuloso, mansarrão, paciente, quase microscópico, um gozadíssimo apanhar do "pequeno português" falado nos subúrbios das cidades moçambicanas (e não só), uma fina captaçaõ do "tempo" africano, de "estar falando" que é ali um modo de viver... - que se não encontram obviamente em Aquilino. ...com Luandino Vieira, Luis Bernardo Honwana e, em certa medida, Manuel Rui, Ascêncio de Freitas ficará como um dos mais eloquentes testemunhos de uma certa realidade africana que profundamente viveu..."

 

[Eugénio Lisboa, "prefácio", Ascêncio de Freitas, Ontem Era a Madrugada, Bertrand, 1978]

publicado às 11:31

um merdelhice ...

por jpt, em 23.03.05

"Nem se via nem se desvia. Quem ia imaginar um impecilho daqueles a querer pintar figura de gente? Não eu. Só de escasso juízo na cabeça se poderia alguém crer na obrigação de pensar no peso das palavras do zureta, espanta-pardais figurado em alardeador de valentias, mal-mijada quantia de homem, pesposta cara naquela hora e data em circunstância de se crer avantajado, rinchador de maus tinos, mas, enfim, no mostrado de si, sua aparência, um merdelhice. Nem isso."

 

[Ascêncio de Freitas, Ontem Era a Madrugada]

publicado às 11:29

No pilão ...

por jpt, em 23.03.05

"É. Quem entra no pilão vira farinha."

 

[Ascêncio de Freitas, Ontem Era a Madrugada]

publicado às 11:28


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