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Depois da azáfama administrativa do começo do semestre lectivo reiniciam-se os seminários quinzenais do departamento de arqueologia e antropologia da UEM. Esta semana falará o meu brilhante colega Emídio Gune. Passo aqui a vida a elogiar gente e obras vindas de vários contextos. E um tonto pudor tem-me conduzido a grande secura quando refiro os trabalhos e iniciativas dos meus colegas antropólogos. Tonto pudor pois o departamento tem uma mão cheia de oficiais deste ofício que têm uma grande qualidade. Gune é um deles. Um homem que vale sempre a pena ouvir, na sua inquietude intelectual (e vai-se irritar comigo quando ler esta loa que lhe faço).

Assim sendo, quem puder alterar a sua terça-feira de manhã (dia 21, 10 horas), venha ouvi-lo falar (e connosco discutir) sobre "a (im)possibilidade da antropologia?". Sim ou não, parêntesis ou não?

"A hora é má", dizem-me tantos, justificando as suas ausências nos seminários. Mas a hora é a normal num seminário universitário. E é também a hora de tantos "seminários" de power-points feitos, aos quais não faltam assistentes.  Aqui não há power-point. Nem coffee-breaks. É aquela hora.

Sinopse

A (im) possibilidade da antropologia?

Emídio Gune, Antropólogo, DAA

A despedida de Levi-Strauss em "Tristes Trópicos" e a descoberta de Geertz do "ponto de vista do nativo" gerou questionamentos sobre a possibilidade da antropologia e sobre os limites do conhecimento produzido sobre a sua égide, respectivamente. No extremo desses questionamentos surgem defensores da impossibilidade de uma antropologia. Nesta comunicação, e a partir de um diálogo, atrevido, com Malinowski, Leach, Copans, Sahlins e Peirano, partilharei algumas reflexões sobre os problemas que geraram o mito da impossibilidade da antropologia e retomarei algumas ideias sobre possibilidades e procedimentos para continuarmos a fazer antropologia.

jpt

publicado às 10:24


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