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[caption id="attachment_16373" align="aligncenter" width="200" caption="Eugénio Lisboa, Crónica dos Anos da Peste (II), 1975"][/caption]

Eugénio Lisboa é um intelectual português que teve papel relevante na área cultural em Moçambique nas últimas décadas do regime colonial. Alguns dos seus textos têm vindo a ser (re)publicados no De Rerum Natura. Infelizmente não estão categorizados, pois se o De Rerum Natura usa muitas categorias ["labels", na língua inglesa pela qual optaram] não as aplica a indivíduos. Opção que complica a consulta aos textos de E. Lisboa, mas isso não será problema que o Google não resolva aos interessados.

Vem esta referência a propósito do texto agora colocado, "A Memória Corroída". Dedicado a recordações da vida cultural da Beira no período entre 1956 e 1958. Que presumo possa ser de interesse para alguns dos passantes neste ma-schamba.

jpt

publicado às 18:13

Texto de Eugénio Lisboa

por jpt, em 04.06.10
Recomendável leitura a deste interessante texto de Eugénio Lisboa (intelectual muito ligado à história da literatura em Moçambique, já agora): "O Fim das Humanidades?" 1, 2, 3.Não se presume uma total concordância. No meu caso tenho, em relação aos vários argumentos avançados, algumas dificuldades. Muito em particular o de nele se retirar a "economia" (ciência económica) das "humanidades". Mas é questão de menor importância. O texto não se reduz a uma citação. Mas deixo um excerto. Não sem lhe acrescentar um sentido, onde se lê "departamentos de humanidades" junto-lhe "institutos estatais":
“É por isso que”, dizíamos nós no texto que há pouco dedicámos a este tema, “mais do que estar [criminosamente] a transformar os departamentos de humanidades em 'escolas de línguas', para os 'salvar' de forma pífia, haveria que utilizar o saber dos seus docentes, no sentido de se poder ensinar aos alunos de todos os departamentos da Universidade aquele 'sistema de ideias vivas que o tempo possui' (Gasset) e dá pelo nome de ...cultura.”
jpt

publicado às 08:12

"Serei sincero se disser que não faço ideia da reacção que irá despertar a técnica narrativa do autor de "Cães da Mesma Ninhada", a um público que em tempos admirou Aquilino Ribeiro. Não que Ascêncio de Freitas seja só isso - um descendente, em linha recta, do autor de "O Malhadinhas", desaguado em território africano. Há nele outros ingredientes - uma perfídia mansinha, um caminhar meticuloso, mansarrão, paciente, quase microscópico, um gozadíssimo apanhar do "pequeno português" falado nos subúrbios das cidades moçambicanas (e não só), uma fina captaçaõ do "tempo" africano, de "estar falando" que é ali um modo de viver... - que se não encontram obviamente em Aquilino. ...com Luandino Vieira, Luis Bernardo Honwana e, em certa medida, Manuel Rui, Ascêncio de Freitas ficará como um dos mais eloquentes testemunhos de uma certa realidade africana que profundamente viveu..."

 

[Eugénio Lisboa, "prefácio", Ascêncio de Freitas, Ontem Era a Madrugada, Bertrand, 1978]

publicado às 11:31


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