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Com curadoria de Alexandre Pomar [que aqui (no ponto 2. do texto) deixou uma detalhada apresentação da exposição] esta exposição apresenta 70 fotografias de 4 fotógrafos em Moçambique, de certa forma representando quatro gerações de lentes no país: Moira Forjaz, para sempre ligada às suas fotos realizadas na Ilha de Moçambique no final dos anos 1970s; José Cabral, o mais novo do "sagrado triunvirato", com Kok e Rangel; Luís Basto, o homem que emigrou a fotografia moçambicana para as novas expressões plásticas; e Filipe Branquinho, aqui o mais novo, e animador do actual tripé, com Mauro Pinto e Mário Macilau, que baseia o crescente cosmopolitismo da mais animada expressão plástica do país.

 

Para além disso a exposição inclui uma mostra de livros e catálogos e o belo filme sobre Ricardo Rangel, "Sem Flash" realizado por Bruno Z'graggen.

 

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A exposição abriu no sábado passado e estará disponível até ao próximo dia 28 de Novembro na Galeria Municipal de Arte. O cuidadoso curador deixa-nos inclusivamente o mapa para lá chegar e anuncia que "Acesso fácil, também de barco e metro (Cacilhas > paragem Almada. 0,85€)", com isto significando que os residentes do lado norte do rio Tejo não têm desculpa para não visitarem.

 

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publicado às 11:57

No feedly (35)

por jpt, em 06.06.15

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Moçambique 40 anos 4 fotógrafos, no Alexandre Pomar.

 

A (última) carta de Virginia Woolf, no O Homem que Sabia Demasiado.

 

O Acordo Ortográfico e sua ideologia, ditos no Abencerragem.

 

A (já longa) série de textos agregados sob o título "Grécia Antiga" no Delito de Opinião, cruel iniciativa de Pedro Correia lembrando o vácuo patois dos opinadores portugueses dedicados ao estado da arte europeia. Imperdível.

 

Sobre isto do blogar, no Depressão Colectiva.

 

Bravura, no Ana de Amsterdam.

 

Tolerância é inteligência, pois "A pior coisa que uma pessoa pode fazer pela sua postura, é entregá-la empacotada como um julgamento moral", no Cantar das Miríades.

 

e

 

O corpo barroco de Orson Welles, uma hora de conversa com Lauro António sobre o cineasta, no À Pala de Walsh.

publicado às 18:06

A Ilha em Lisboa

por jpt, em 03.05.15

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 (Ilha de Moçambique, fotografia de Miguel Valle de Figueiredo)

 

Anda um homem alquebrado, como se de colarinho apertado se tratasse. Convidam-no para jantar em casa amiga, lá residente casal companheiro de há décadas. Come bem e também bebe, conversa pelo menos tão bem. Afaga-se nisso. No fim trazem-lhe esta fotografia, a foto que é a "minha" Ilha de Moçambique pensei e senti logo quando a vi, há alguns anos. E dão-lha. O homem desalquebra-se, comovido.

 

Saí lá de casa alcandorado. Pronto a encontrar aquela luz, lá no fundo, nada exagerada como nunca o é o horizonte. 

 

publicado às 12:06

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Texto para a edição de  29.10.2014 do "Canal de Moçambique"

 

Mais escasso ainda é o registo dos chamados livro-objecto, celebratórios e demonstrativos, inexistente mesmo se para além da capital. Seja porque sempre produtos de maiores custos na edição seja também pela pressão intelectual que as gentes da escrita têm, essa de exercer a análise crítica, quantas vezes esquecidos que não há crítica sem paixão, sem nos suspendermos face ao enleio inspirado, abraçado. E que depois, depois do namoro enlevado, se poderá olhar mais analiticamente para as características sociológicas e físicas, para os percursos anteriores e para os desejados.

 

Neste registo de namoro, saudável, convoco a atenção para este livro bilingue (em francês e português) “Voyage au Mozambique. Maputo” [“Viagem a Moçambique. Maputo”, claro], publicado em 2005 em França (editora Garde-Temps). Escrito por Pascal Lettelier, autor francês, sociólogo de formação, autor de textos de viagens em África, argumentista de cinema entre outras actividades, que aqui foi co-adjuvado por Jordanne Bertrand, jornalista que foi correspondente da Radio France Internationale em Moçambique durante quatro anos, e que neste livro foi responsável pelas curtas biografias incluídas. E um alargado leque de fotografias de Luís Basto, ilustrando esta cidade-Maputo festejada no livro.

 

(Texto completo aqui)

publicado às 08:55

Em Estocolmo

por jpt, em 01.10.14

 

(Sérgio Santimano)

 

Em Estocolmo não estou eu mas está o Sérgio Santimano. Amanhã inaugura uma individual, "Horizontes", e tem vernissage (das 17 às 20) - decerto que algum passante por aqui que esteja naquelas imediações poderá lá ir comer uma chamuça e ver as fotografias. Ou poderá visitar durante o próximo mês, até 8 de Novembro.

 

Abaixo ficam os dados e a comunicado de imprensa, em versão na língua inglesa. 

 

Para se saber como lá ir ter? Google, que até já estive a ver a galeria, hoje não há segredos nem descaminhos ....

 

 

Galeria Flach

 

Hälsingegatan 43, 113 31, Stockholm, Sweden

info@galleriflach.comwww.galleriflach.com

Hours: Wed - Fri 12 - 6 p.m, Sat 12 - 4 p.m

 

 

Sergio Santimano

"Horizons"

2.10 - 8.11 2014

 

Galleri Flach has the great honour to present a series of new photographs by Sergio Santimano in the exhibition "Horizons". The series includes some 25 photographs that describe environments and contexts originating in two countries between which Santimano has moved in twenty-five years, Sweden and Mozambique. The concept of the exhibition has evolved in collaboration with the artist Katarina Eismann.

 

Sergio Santimano is born and raised in current Maputo, Mozambique, where he began working as a photojournalist in the early 1980s. At that time he started an extensive documentation of the new nation that emerged after the independence from Portugal in 1975.  He followed his generation, the joy and human misery of the civil war that broke out in the country during decolonization, both for domestic and international press. At the end of the war in 1992, a new phase in Mozambican history began which Santimano has continuously followed through his photographs.

 

In the current exhibition at Galleri Flach a new dimension partly appears in Santimano’s work. For the first time he includes photographs from Sweden side by side with images from his native country which he previously has refrained from doing. His relationship with Sweden is nevertheless long and was established back in the late 80's when he met his wife and started a family in Uppsala. He says that the differences between the two cultures have taken long time to bridge and that the images from Sweden emerged gradually and slowly.

 

The imagery that emerges from the exhibition is imbued by intimacy, warmth and sensitivity to people and their environment. The poetic title "Horizons" indicates a perspective that follows through all the photographs and also alludes to his movement between the different countries. The horizon implies a distance but is also a line where the world meets and coincides. Despite the distance one can experience a feeling of closeness and an excitement for what is waiting behind on the other side.

 

Sergio Santimano has been working as a photographer since 1979, both in the press and with his own photo projects such as photo series Caminhos / The long and winding road (1992-93), Cabo Delgado (1997) and the series Terra Incógnita, which is about the people from the area Niassa in northern Mozambique. His photographs have been shown in many different venues, biennials, museums and galleries in Africa, India and Europe and published in journals such as Revue Noire and Grande Reportagem. He also participated in the large traveling exhibition Africa Remix, which was shown, among other places, in Paris, London, Johannesburg and Stockholm in 2005 - in 2006.

 

publicado às 08:50

 

É um dos episódios do "Artscape - The New African Photography", uma bela série. Aqui fica o dedicado ao fotógrafo moçambicano.

publicado às 00:50

1 Imagem por 10 semanas (2014)

por jpt, em 04.09.14

Durante 10 semanas agrupámo-nos numa página do facebook para partilhar fotografias. A ideia era colocar uma fotografia cada semana, feita nesses últimos 8 dias, para combater a preguiça das lentes. Mais de 90 participantes, cerca de 60 que o fizeram sempre. Gente em vários países, três continentes. Mera partilha, com fotógrafos profissionais, fotógrafos amadores e tiradores de fotos (como eu). Acho que foi interessantíssimo. E deu também para nos conhecermos, possibilitando que passemos a acompanhar o que cada um vai mostrando. Espero que isso aconteça. E que haja algum convívio agora que a partilha se interrompeu, como estava previsto.

 

Para cada semana fizemos um álbum. Abaixo deixo uma foto de cada um desses álbuns, de cada "semana".

publicado às 07:55

 

Estante Austral (2)

“Canal de Moçambique”, edição de 13/8/2014

 

É exactamente o caso deste “Kok Nam 12/12/12”, uma pequena brochura contendo, ainda assim, 43 das suas fotografias e ainda dois retratos do fotógrafo, julgo que obra do seu companheiro Funcho (João Costa), uma publicação do final de 2012, apoiada por GAPI, Sociedade de Investimento.

 

Lamentavelmente é muito escassa a edição bibliográfica dedicada à fotografia moçambicana e/ou em Moçambique. Nos últimos anos a melhoria do cenário editorial tem permitido a publicação de alguns álbuns, na sua maioria de índole turístico-paisagística. Por outro lado, num contexto diferente, a fotografia de autor, com pendor artístico, está a assumir algum relevo internacional, com a extroversão crescente de Mauro Pinto, Filipe Branquinho e Mário Macilau.

 

(O texto completo está aqui)

 

 

 

 

 

publicado às 21:00

 

 

Terça-feira ao fim do dia, na Mediateca do BCI (na baixa) o lançamento do belo livro do Paulo Alexandre.

publicado às 00:45

Uma festa fotográfica

por jpt, em 23.07.14

 

Há dois anos já tínhamos feito uma coisa assim, então circunscrita a uma (alargada) temática moçambicana. Agora refizemos (eu, o Mário e o Nuno do Rosário) mas aberta a quem quisesse participar: 1 Imagem por 10 Semanas 2014. A proposta é que durante dez semanas os participantes coloquem uma fotografia por semana, feita nesses últimos dias, na página que criámos no Facebook.

 

Na versão anterior o lema que eu propus foi o "sem filtros". O que causou alguma confusão. Eu propunha que tirássemos os filtros dos olhos (e da cabeça) e fotografassemos o que nos apetecesse. Mas alguns mais dados à fotografia questionaram se era vedado o uso de filtros (e outras manipulações de imagem). Mas nada disso. Assim desta vez não há qualquer lema. Nem tema. Apenas um desafio, a de pensar com os olhos as formas de utilização humana do espaço (em particular aos nossos vizinhos aqui entre o Zumbo e o Índico).

 

A festividade já vai a meio, entrámos agora na 5ª semana (para cada uma delas fazemos um álbum, congregando todas as fotografias). Quase 100 participantes, cerca de 80 têm colocado sempre - e é esta a ideia, criarmos sequências individuais, um apelo a que se fotografe, em particular aqueles de nós que temos a tendência de arrumar máquinas e olhares curiosos. Nesta quase centena há alguns fotógrafos profissionais (entre os quais o MVF desta ma-schamba), uma série de fotógrafos amadores (daqueles que sabem mesmo da poda) e também vários tiradores de fotografias (entre os quais eu) ali a esmeraram-se. Gente de e em vários países e com vários interesses e sensibilidades. Eu acho que está muito engraçado.

 

Acaba daqui a cinco semanas, no fim de Agosto. Depois, quem quiser e puder, juntar-se-á em almoço. E faremos uma mostra, em molde ainda a ver como ...

 

Fica aqui a ligação, em forma de convite para quem quiser passar por lá e ver a festa.

publicado às 09:56

O ocaso

por jpt, em 21.04.14

 

 

 

 

 

O meu pai morreu há dois anos. Viveu bem, quero acreditar. Faria hoje 91 anos. Nunca esteve em África. Gostava de ter partilhado com ele um ocaso como este, tão unicamente típico, que o Luís Abelard nos legou. A vida vai desbastando-nos os queridos ...

 

 

 

publicado às 15:58

Xefina fotografada

por jpt, em 31.03.14

 

 

Mario Traversi (que também é bloguista) é um fotógrafo italiano residente em Moçambique. Tem uma belíssima exposição na Associação Moçambicana de Fotografia. Uma bela surpresa. A não perder.

 

publicado às 23:10

 

 

No seguimento do seu belo painel de actividades a Kulungwana (na estação dos CFM de Maputo) organizará no próximo dia 20 de Fevereiro, quinta-feira, às 18 horas, uma dupla actividade recordando Ricardo Rangel. Inaugura uma exposição de fotografias suas (que se poderá visitar até 9 de Março), dita "Uma História - Mil Estorias".

 

E apresenta um livro colectivo dedicado à obra do fotógrafo, "Ricardo Rangel: Insubmisso e Generoso", o qual brotou de um encontro que lhe foi dedicado, realizado em Julho de 2012 (e que aqui referi), agregando textos então apresentados e alguns outros.

 

Recordo que tive o prazer de participar nesse encontro. O texto da minha comunicação ficou fora desta publicação, excessivamente coloquial para a integrar, uma coisa de ocasião que seria agora redundante - e Rangel implicava imenso com as redundâncias, como o mostrou no seu delicioso livro "Foto-jornalismo ou Foto-confusionismo", uma pérola de ironia pedagógica infelizmente algo esquecida.

 

De qualquer modo, para quem tiver curiosidade, e como aperitivo para o livro que aí vem (e para a exposição), aqui deixo a ligação para esse meu texto-homenagem ao grande Rangel, dedicado à sua longa reportagem sobre a então rua Major Araújo (hoje Bagamoyo), a sede do bas-fond da cidade de então: "A Lente Pertinente: Ricardo Rangel no "Pão Nosso de Cada Noite".

 

Até dia 20, dia para lembrar, um bocado mais do que o habitual, o grande Ricardo Rangel.

 

 

publicado às 14:14

Personalidade 2013 em Moçambique

por jpt, em 29.12.13

 

 

É mera superstição matemática isto de acharmos que após determinado número de dias acaba qualquer coisa, um ano por exemplo, e que devemos fazer rescaldos do que se passou no último naco de tempo, para a este impor marcas. Também é certo que a vida sem estas coisas, superstições e marcações, teria menos piada. Por isso mesmo escolho a personalidade moçambicana do ano.

 

Certo que num ano tão complexo para o país muitos poderão olhar outros redutos do social. Para mim a personalidade pública que mais se destacou foi a Associação para o Desenvolvimento Cultural Kulungwana: constante no apoio privado (ainda que não economicista) às artes plásticas, com um painel cuidado de exposições e de colaborações; muito bem sucedida na realização do Xiquitse - temporada(s) de música clássica em Maputo, algo cada vez mais sedimentado, descentralizado e com público local. Mas mais do que tudo com a belíssima iniciativa, investimento, de participar na 6ª Feira de Arte de Joanesburgo, aí apresentando uma boa exposição, “TempoRealTime”, fotografias de Filipe Branquinho, Mario Macilau e Mauro Pinto. Belos trabalhos excelentemente apresentados, numa acurada curadoria de Berry Bickle. A mostrar um caminho cosmopolita, na realização e na produção, que urge nas artes moçambicanas. E, sem qualquer hesitação, no resto das actividades nacionais.

 

Por isso aqui fica a minha vénia à Kulungwana!

publicado às 18:40

Acontecendo em Moçambique

por jpt, em 28.06.13

[Grant Neuenburg]

 

Nos últimos dias recebi várias mensagens, de amigos, de leitores do ma-schamba, até de co-bloguistas, incentivando-me a usar o ma-schamba para informar sobre os acontecimentos que vêm decorrendo em Moçambique. Algumas provenientes de vizinhos, enredados, como eu, nesta angustiada teia de incertezas, temores pelo futuro do (seu) país. Muitas outras vindas de Portugal, de onde me dizem não haver muita informação sobre o que aqui se passa ("só se liga à Turquia e ao Brasil", dizem alguns, "só se fala na crise", apontaram outros). Lamento desiludir mas "não posso mentir" - esta bela expressão usual no português de Moçambique -: não possuo quaisquer informações suplementares nem tampouco alguma consideração analítica (e muito menos se explicativa) para partilhar. Talvez apenas algum cuidado suplementar, o de não acreditar em todas as notícias (e mais ainda nas FB-"notícias") que vão fluindo.

 

Recordo que não sou jornalista nem nunca entendi o bloguismo como um sucedâneo da imprensa (e continuo sem perceber porque me mandam convites e comunicados de imprensa). Blog é(-me) diário. Não intimista, mas ainda assim diário. Mais ainda, não sou, como bloguista, um "moçambicanólogo". Nem profissionalmente o sou - e menosprezo, por razões epistemológicas, antropólogos (e doutras ciências sociais) que gingam essa condição, "anunciada na TV" como se apresentavam os produtos rascas há algumas décadas.

 

Ou seja, o que está a acontecer em Moçambique? Houve conflitos no centro do país, tem havido alguns ataques na estrada nessa região, onde se circula em coluna. Falta informação substantiva na capital.  Mal-estar expresso nas conversas. Afirmação constante de teorias da conspiração ("nada é o que parece ser"), que surgem "virais", como se diz agora . 

 

E que  mais acontece no país? Noel Langa expõe na Associação Moçambicana de Fotografia, em dueto com Filomena Gaspar. Mas o mais-velho deveria ter feito uma individual, tem material para isso, sempre no seu figurativo mágico, ternurento e sereno, o "noelismo" que lhe é próprio. No contexto da sua obra tem algumas obras de referência ("O Amigão", como ele o é, "Fruta de Vida", um elogio do caju que eu gostaria de levar para casa, "Caminho Longo I", entre outras).

 

 [Grant Neuenburg]

 

Desde há dias que Grant Neuenburg tem a sua individual "Xilunguini" exposta na Kulungwana (a galeria na estação dos CFM), fotografia abstracta, trechos murais, de naturezas mortas e desvalidos cascos de navios, que surgem inovadores na fotografia em Moçambique e que são um delicioso momento de elogio do belo, da sua produção, acima de tudo pela inteligente produção do paradoxo, um quase-manifesto, na manipulação do real para o elevar a essa condição.

 

Em ambas as exposições, mas mais ainda na do Grant, pelo seu inusitado aqui, entrevemos o caminho necessário. Sempre, agora ainda mais ao país. O de tornar o real, tal qual ele é, nosso. Não utopizando-o, não apenas reflectindo-o. Refractando-o. Pela inteligência e com o talento possível a cada um. Por isso tão necessário é avançar, agora, até à Associação Moçambicana de Fotografia e até à Kulungwana. Crer.

 

 

publicado às 16:02


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