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Sonatas, como os chapéus, há muitas. Mas há 32 compostas por Ludwig van Beethoven e, quando se fala de sonatas, isso faz alguma diferença. Pianistas são como as sonatas: também há muitos e, com certeza, até mais destes que daquelas. Assim, se o grande surdo fosse vivo e com enorme arrogância, sugerir-lhe-ia com risco de vida - talvez uma bengalada nos costados... -,  que ouvisse as interpretações das suas obras pelo enorme, ainda que soviético, Emil Gilels. Talvez lhe passasse o mau feitio que se dizia possuir em abundância. Claro que há mais gente a tocar Beethoven como merece ser tocado e ouvido (Richter, Brendel, Kempf, Ashkenazy, Schnabel e pouquíssimos outros não indisporiam o mouco...) mas hoje ficamos com o Emil.

Se permitem a impertinência, aconselharia a não perderem as interpretações, talvez as melhores gravadas até hoje, das sonatas N.21 em Dó ("Waldstein") e N.23 em Fá menor ("Appassionata") em que Gilels nos senta no chão de boca aberta de tanto piano que lhe sai da alma. Felizmente para nós, a Deutsche Grammophon estava com o microfone atento e ficaram registadas para a eternidade ou para quando Beethoven, qual Messias (não o de Haendel, que me maça um bocado...), se dignar aparecer. 

publicado às 22:42


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