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por jpt, em 02.11.14

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A rede pinterest é um filão, descobrem-se coisas preciosas. Aqui exemplo magnífico - e penso-me de regresso a um país, chapéu na mão, esquecido  dos trejeitos daqui. Encontrarei isto no ebay? Deverei encomendar?

 

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publicado às 00:28

O mito (Hurricane, de Dylan)

por jpt, em 21.04.14

 

Professores mais competentes sorrirão diante do que direi. Nisto do que uma das maiores dificuldades que sinto para transmitir é o de que fazer entender por mito. Uma qualquer formulação que preenche de sentido quem a recebe sem que isso implique que a entenda, ladainha, elevada ladainha, alimento para entender e construir os sentimentos e, nesses, a razão.

 

Leio agora que morreu Rubin "Hurrican" Carter, o pugilista aprisionado a que Dylan dedicou uma música, que entrou no belo álbum "Desire" (onde está também a namoradeira canção "Mozambique"). Comprei o disco (vinil, claro) aos 14 anos - uma épica tarde na discoteca do Apolo 70, na qual também levei para casa o "Hard Rain", os meus primeiros Dylans.

 

Hurricane soou-me logo, e para além do ritmo fácil (e ainda para mais naqueles dias/semanas tendo que competir com a força do "live" do Hard Rain, a carregar o "Maggie's Farm" ou a desvalorizada "Stuck Inside ..."). Com o meu parco inglês de então, com o sempre roufenho Dylan a confundir a audição, e tão miúdo, puto de 14 anos sem quaisquer referências que enquadrassem a canção (e é tão difícil explicar isso às gerações pós-google), passados anos sempre me perguntava como pude nela colher o que trazia. Ou algo do que ela trazia. Só consegui encontrar uma explicação: Dylan é um verdadeiro génio, contrutor desses tais mitos. Que nos fazem entender sem que percebamos.

 

Para mais uma pitada de mitografia aqui fica o remate: neste 2014 onde tudo está na net não encontro uma versão de Dylan da "Hurricane", só versões (e bem amadoras). A sublinhar o mito? Deixo a "Sara", uma balada do "Desire"

 

 

Bob Dylan : Sara (Rare) from Roses of Time on Vimeo.

publicado às 00:50

Emmanuelle Kristel (2)

por jpt, em 19.10.12

Aqui quase-lastimo nunca a ter visto e ser agora demasiado tarde, imagino-me até maçado diante do envelhecido atrevimento (e das suas sequelas, sempre mastigadas são estas). O António Cabrita ficou condoído, dedica-me um texto enquanto propõe que Tomar acolha o féretro da que foi diva.

jpt

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publicado às 11:35

Emmanuelle Kristel

por jpt, em 19.10.12
Chego eu quase aos 50 anos sem nunca a ter visto. Acho que já não acontecerá.jpt

publicado às 05:13

Herói

por jpt, em 15.10.12
... e louco, claro.jpt

publicado às 00:06

"Partilha" para o fim-de-semana

por jpt, em 22.09.12

jpt

publicado às 20:37

Deus Criou a Mulher

por jpt, em 24.08.10

["Sofia Loren em Portugal", Póvoa do Varzim, 1956 - fotografia de Agnes Varda; Postal Edições 19 de Abril, 1997]

 Miguel Marujo, no Cibertúlia atentou neste meu texto sobre espionagem e fez uma ligação. Aí mesmo, em teclado corrido e em conversa pouco cuidada com o blogo-confrade, e até um pouco a despropósito, deixei crítica ao seu E Deus Criou a Mulher, afamado blog do qual o Miguel Marujo é um dos responsáveis, e o qual é dedicado ao culto da beleza feminina, nisso acolhendo enfática recepção no mundo bloguista português. Para quem tenha interesse na minha má disposição ela argumenta-se aqui, na caixa de comentários.

jpt

publicado às 10:22

Nestes últimos dias no ma-schamba tem-se falado mais de colonialismo do que nos anteriores seis anos que as nossas courelas já levam. Muito, mas não só, a propósito do livro de memórias de Isabela Figueiredo (que, vê-se, mexeu na colmeia. Advertidamente, acho). Livro que a jornalista Vanessa Rato aventa ser um momento fulcral na história intelectual portuguesa, anunciando o advento (ou a possibilidade) de um pensamento pós-colonial em Portugal. Talvez por isso, pela percepção ou sensação desse episódio único, tanto aqui têm falado os bloguistas, os comentadores (os residentes e não só) e, até, alguns outros bloguistas que para cá têm feito ligações (mais ou menos abonatórias). Dando-me, ao fim destas semanas, a sensação de já ter os cromos opinativos todos (e isto sem sentido pejorativo), os mais fáceis e os mais difíceis. A caderneta completa! Mas fui compreendendo o meu erro. Pois se a continuidade (muito bem-vinda) de comentários me levou a desconfiar desse sucesso, demonstrando afinal a incompletude, foi a tal referência à actual emergência da reflexão "pós-colonial" em Portugal que me fez entender o meu erro. Pois, e por arrastamento, por analogia ou homofonia, se se quiser, isto levou-me a perceber esta questão no seio do pensamento pós-moderno.

 

Tento explicar-me. Sou um homem do tempo das cadernetas de cromos, essas "grandes narrativas" conclusivas, com princípio, meio e fim, conclusivas e argumentáveis. Ainda que algo incompetente no assunto, reconheço, pois apenas completei as colecções "Mundial de 1974" - no qual Johan Cruyff e sua Laranja Mecânica foram injustiçados pela vil Alemanha -,

 

[imagem encontrada no Santa Nostalgia]

 

e uma esplêndida e mui expressiva "História de Portugal", da qual guardo ainda memórias muito vivas, constantes, em particular dos cromos da muito dumeziliana Deuladeu Martins botando pão muralhas fora, dos cotos de Navas de Tolosa, do pavoroso e zarolho (Dumézil também?) Geraldo Sem-Pavor ao assalto em Évora, do entalado Martim Moniz ali às portas de Lisboa, e claro que do Nosso Senhor Jesus Cristo planando nos céus da Batalha de Ourique abençoando Afonso Henriques, seus homens e, obviamente, todo o Portugal que aí vinha. Para além do último e destacado cromo, o alusivo ao Presidente do Conselho, Professor Marcello Caetano, que Deus tivesse na Sua santa guarda.

 

[imagem encontrada no Pena e Espada]

 

Ora o que ultimamente me tem revelado a minha filha é que o paradigma "cromo" faleceu. A grande narrativa terminável, conclusiva, a encerrar de modo contíguo em apropriada caderneta, é coisa do passado. Deparamo-nos hoje com uma versão diversa, uma contínua actividade de troca, inacabável, dos stickers. Seja em versão Hannah  Montana seja nos "fofos". Sendo que os rapazes [lá está, a vil ideologia de género a moldar as jovens mentes, a discipliná-los para os papéis sociais a que aderirão julgando-os naturais] têm uma panóplia de viçosos super-heróis para fruirem da mesma actividade.

 

[imagem encontrada aqui]

 

[imagem encontrada aqui]

 

Nesta incessante troca de itens não se vislumbra conclusão, não estão eles numerados nem catalogados. Nem são arrumáveis por predeterminada ordem, cada coleccionador(a) preenche e repreenche criativamente os múltiplos suportes (livros, pastas, cadernos, folhas, paredes, frigoríficos, sei lá) que vai escolhendo. O limite, conceptual e estético, seria o céu não fosse tudo isto ser mediado, entenda-se reprimido, pelas bolsas (aliás, cartões de crédito) paterno-maternais [a tal ideologia de género que sobrevaloriza o termos "paternais" tem que ser combatida]. Estamos diante de uma corrente total de dádivas, sem objectivo nem finalidade para além delas próprias. Barro para um novo (pós-moderno? pós-colonial?) ensaio sobre o dom, com toda a certeza.

 

Assim esclarecido (actualizado) pela minha filha regresso ao blog e à temática colonial, e mais descansado. Que penso eu, bloguista aqui fundador e que nada tenho falado do colonialismo, do que para aqui se vai dizendo? (o colonialismo ou não, o racismo ou não, o Eusébio ou não, o Monstro Sagrado ou não?, o electricista da Matola ou não, o que os portugueses deixaram ou não, o Bloco de Esquerda ou não, etc. ou não?). Não posso achar, nem resumir. Não porque me faltem cromos na caderneta. Mas porque ela, afinal, não existe. Apenas posso, agora (desde Dezembro de 2009) que parece que começou o pensamento pós-colonial em Portugal, aproveitar para meter uns stickers (versão "fofos") na porta do frigorífico e uns outros no blog. Para o blog seguem estes, nada raros:

 

 

Num texto de 1936 George Orwell (autor muito simpático a largo espectro de leitores) escreveu. "Here was I, the white man with his gun, standing in front of the unarmed native crowd - seemingly the leading actor of the piece; but in reality I was only an absurd puppet pushed to and fro by will of those yellow faces behind. I perceived in this moment that when the white man turns tyrant it is his own freedom that he destroys. He becomes a sort of hollow, posing dummy, the conventionalized figure of a sahib. For it is the condition of his rule that he shall spend his life in trying to impress the "natives", and so in every crisis he has got to do what "natives" expect of him. He wears a mask, and his face grows to fit it." (George Orwell, "Shooting an Elephant", 1936, Inside The Whale and Other Essays, Penguin Books, p. 95). Repito, é um texto de 1936.

 

 

Entretanto na página Facebook de um prezada colega encontrei este filme que de imediato me fez lembrar este livro, comprado recentemente na Livraria Sá da Costa (ao Chiado, Lisboa) pela quantia de 0,5 euros.

 

[Aimé Césaire, Discurso Sobre o Colonialismo, Sá da Costa, 1978. Tradução de Noémia de Sousa, prefácio de Mário de Andrade]

 

Podemos hoje olhar para o livro, na realidade um panfleto com todas as características desse tipo de documento, publicado originalmente em 1955 (e retomando um texto de 1950), com grande distância. Césaire era ainda membro do Partido Comunista Francês, explicitamente crente na filosofia de história comunista (e o panfleto termina com uma profissão de fé típica, hoje anquilosada), a qual até contradiz parte do argumento multilinear que defende (as "possibilidades" de desenvolvimento que imagina). Defende o afrocentrismo de Cheikh Anta Diop (que não será ele próprio reactivo?), hesita (apesar de tudo) na refutação radical do conceito de filosofia bantu do padre Tempels,  mi(s)tifica o comunitarismo das sociedades africanas ante-coloniais ("Eram sociedades democráticas, sempre. Eram sociedades cooperativas, sociedades fraternais." (27), e chega a pontapear Marco Polo como exemplo do colonialismo. Mas se não o lermos anacronicamente (como ele o fez ao pobre de Marco Polo) encontramos um diagnóstico acutilante. É só escolher para citar. Escolho dois trechos: um, porque muito orwelliano, e porque vem a propósito do que aqui (ma-schamba) vem sendo dito: "Será preciso estudar, primeiro, como a colonização se esmera em descivilizar o colonizador, em embrutecê-lo, na verdadeira acepção da palavra, em degradá-lo ..." (17) "...a colonização desumaniza, repito, mesmo o homem mais civilizado; que a acção colonial, a empresa colonial, a empresa colonial, a conquista colonial, fundada sobre o desprezo pelo homem indígena e justificada por todo esse desprezo, tende, inevitavelmente, a modificar quem a empreende (...) É esta acção, este ricochete da colonização, que importava assinalar." (24).

 

E escolho outro trecho dedicado a alguns dos comentadores. O autor segue Lévi-Strauss e Leiris (então figuras centrais no pensamento antropológico em francês), adversários da ideia de supremacia cultural (e seu corolário, a ideologia do "progresso) - coisa que, sessenta anos depois continua a não entrar na cabeça de muito boa gente, uns porque acham que ele (progresso) é muito bom e entendível, outros porque confundem isto com um tal de "relativismo". Disse Césaire (repito, traduzido por Noémia de Sousa, introduzido por Mário de Andrade e publicado em Portugal pela Sá da Costa em 1978, e vendido em finais de 2009 no centro de Lisboa por 0,5 euros):

 

"Falam-me de progresso, de "realizações", de doenças curadas, de níveis de vida elevados acima de si próprios. Eu, eu falo de sociedades esvaziadas de si próprias, de culturas espezinhadas, de instituições minadas, de terras confiscadas, de religiões assassinadas, de magnificiências artísticas aniquiladas, de extraordinárias possibilidades suprimidas. Lançam-me à cara factos, estatísticas, quilometragens de estradas, de canais, de caminhos de ferro. Mas eu falo de ... milhões de homens arrancados aos seus deuses, à sua terra, aos seus hábitos, à sua vida, à vida, à dança, à sabedoria. Falo de milhões de homens a quem inculcaram sabiamente o medo, o complexo de inferioridade, o tremor, a genuflexão, o desespero, o servilismo. Lançam-me em cheio aos olhos toneladas de algodão ou de cacau exportado, hectares de oliveiras ou de vinhas plantadas. Mas eu falo ... de economias adaptadas à condição do homem indígena desorganizadas, de culturas de subsistência destruídas, de subalimentação instalada, de desenvolvimento agrícola orientado unicamente para benefícios das metrópoles, de rapinas de produtos, de rapinas de matérias-primas. (...) Falam-me de civilização, eu falo de proletarização e de mistificação." (26)


Tenho mais stickers. Este é um muito wallersteiniano trabalho sobre a economia colonial.

 

[Carlos Fortuna, O Fio da Meada. O Algodão de Moçambique, Portugal e a Economia-Mundo (1860-1960), Afrontamento, 1993]


Cola bem ao texto anterior, pois o que aqui se trata é da ligação profunda da economia da cultura forçada de plantas comerciais em África e do processo de industrialização português (metropolitano). Para alguns poderá servir para deixar de fazer uma história especulativa, contra-factual, essa do "Ah, se Marcello tivesse actuado... Ah, se Salazar tivesse tido outra visão". Sim, podiam ter tido. Mas não tiveram pois "é(era) a economia, estúpido!". [Já agora, dá para colaborar no entendimento sobre a indústria portuguesa no seio da União Europeia ...] Servirá, acima de tudo, para compreender que Portugal era um país colonial, não um país com colónias.

 

 

[Lídia Jorge, A Costa dos Murmúrios, Círculo de Leitores, 1988]

 

Voltando à primeira forma, essa de ver quem e como eram os colonos inseridos no pacote "sistémico". Há um quarto de século a escritora Lídia Jorge, que veio a tornar-se figura importante na ficção portuguesa, escreveu este romance passado na Beira colonial. Traçou um quadro complexo da sociedade colonial de então, da (ir)relação havida com o mundo colonizado, um meio até contraditório (veja-se a evolução da personagem protagonista, Eva-Evita), assim influenciando as mentes dos portugueses (metropolitanos ou residentes), numa flutuação das concepções. Contrariamente ao que os blogodesenhadores actuais muito gostam não incidiu particularmente sobre "as conas das negras" (a burguesia é sempre espantável) mas encetou o livro com a célebre paisagem dos múltiplos carregamentos de cadáveres de negros, envenenados por álcool metílico, e dos discursos e sensações gerados sobre isso. Um pastel bem mais impressionável, e significante, para os menos espantáveis, diga-se.

[Adelino Serras Pires & Fiona Claire Capstick, The Winds of Havoc, St. Martin's Press, 2001]

 

Um belíssimo sticker é este, a propósito de sabermos das memórias, dos interstícios do mundo colonial. São as memórias de Serras Pires (que têm edição portuguesa, presumo que na Europa-América), homem do mundo, de relativas posses, uma personagem bem conhecida, com a característica de serem muitíssimo legíveis (a co-autora, Fiona Capstick é uma profissional da escrita). Colono filho de colono, Serras Pires teve (e ainda tem) uma vida cheia, figura carismática. [Para os adeptos da caça este é um livro incontornável]. Muito interessante a forma como aqui se explicita, sistemática e conscientemente, a visão benéfica da África colonial, e de como no livro se subentende, e entende, as particulares modalidades de relacionamento (por um lado sistémico, por outro lado pessoalizado) de relacionamento com os africanos "originários", como agora se diz. Mas traz também as flutuações de relacionamento intra-mundo colonial - são recorrentes e profundas as críticas à governação colonial, aos mandarins metropolitanos, ao BNU (a finança todo-poderosa) e, excelente, "aos a sul do Save" (questão que largas décadas depois, e com tão diferentes actores, ainda se coloca). Um episódio marcou-me na leitura do livro - o pai Serras Pires, velho colono inaugural na região do Guro adoece, já idoso, ao fim de trinta anos na região. Tem que ser evacuado de urgência mas não sobreviverá à viagem de carro até à Beira. É então necessário evacuá-lo de avião mas não há pista de aterragem no Guro. Será construída durante uma noite, por mobilização popular. Cabe a história no modelo? Explica o colonialismo? Se sim, cristalizamo-la e embandeiramo-la? Se não, censuramo-la?

 

São os meus stickers. Do após-colonialismo. Quanto aos do pós-colonialismo, não tenho grande curiosidade. Valem-me tanto como a tralha avulsa da "vocação milenar" ou da "gesta pátria". Ou menos, que nem lhes acho interesse museológico. E estes stickers, e mais alguns que meti na porta do frigorífico (aka, geleira), valem-me para os próximos tempos. Daqui a seis anos, se ainda houver ma-schamba, volto a botar sobre colonialismo e após-colonialismo. Mas não, espero (que a esclerose não me ataque), sobre o pós-colonialismo.

 

jpt

publicado às 03:03

por AL em 13 Nov 2009Porque hoje não tenho tempo para mais e para que, por entre afazeres acrescidos e híbridas responsabilidades da era da igualdade dos sexos e da confusão dos géneros, não nos esqueçamos que também somos mulheres.george_clooney_8george_clooney400

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publicado às 12:12

Upstairs Downstairs

por jpt, em 21.09.09

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Em Portugal não votarei. Se votasse não o faria no "senhor engenheiro" (abrenúncio) nem nas listas do senhor António Preto (que engessa o braço aquando em dificuldades criminais).

[caso interesse, porventura votaria no MEP (o Bloco do Centro?), seduzido que fui por um panfleto esverdeado que recebi de um jovem rapariga decentemente bonita - com ar de quem não vinha de um qualquer seminário de insurreição cívica - à porta do Estádio José de Alvalade, aquando do Sporting-Paços de Ferreira. Efeito ao qual não será estranha a longa blogosimpatia pelo Adufe, seu incansável divulgador.]

Agora quando vejo uma candidata apelidada de "dona-de-casa" - com a carga pejorativa que o Dr. Soares sempre lhe atribuíu (desde a Presidente do Parlamento Europeu que lhe ganhou a votação até às eleitoras a quem prometeu um subsídio mensal em plena campanha dos idos de 70s) - como se encontra (por exemplo) neste post de João Carvalho do Delito de Opinião (ver comentários), lembro-me sempre da série Upstairs, Downstairs (A Família Bellamy) que tanto marcou a cosmovisão portuguesa. Como podem comprovar na foto acima, nas filas de trás acotovelam-se os bloguistas e afins, esses que desdenham as suas patroas.

Para eles aqui fica uma boa memória da sua juventude:

publicado às 12:09

Loja do Jardim da Parada

por jpt, em 20.09.09

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Uma fotografia miserável (trivial telemóvel Nokia mal manipulado) mas eco de uma fabulosa montra. Loja de fotografia ao Jardim da Parada (Campo de Ourique, Lisboa), há muito encerrada, coberta com jornais, mas que mantém a montra composta com estes velhos retratos fotográficos, preto-e-branco. Memória de outros tempos, outra relação com a imagem, outra forma de nos constituirmos.

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publicado às 12:43

O Fiat 600

por jpt, em 20.09.09

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Adquiri agora este belo mono, o suplemento da revista RPM Magazine, nº 5 (que "não pode ser vendido separadamente" mas é-o e ainda bem, ali à Roma Books, a tenda "cigana" na Av. de Roma, por 2,5 euros). Pois para este Clássicos RPM 1 foi escolhido o belissimo Fiat 500, o carro familiar desde os anos 50s - cuja história é descrita nesta publicação. Meu primeiro carro (DI-51-56), presumo que hoje já falecido.

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publicado às 12:28

Em casa dos meus pais

por jpt, em 19.09.09
está lá o single ...

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publicado às 03:29

Patrocínios

por jpt, em 09.06.09

                                                                                     

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publicado às 04:17

A cada um o seu patrão

por jpt, em 09.06.09

publicado às 01:49


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