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Ético, não émico

por jpt, em 01.08.08
A Gente Não Lê (Carlos Tê / Rui Veloso)[A minha versão preferida é a de Isabel Silvestre]

Música para esta tag e para algumas categorias aqui: onde há más fotografias e esforçada verborreia ocorridas aquando cruzando gente que trabalha até rebentar. E que costuma rebentar nova...

A Gente Não LêAi senhor das furnasQue escuro vai dentro de nósRezar o terço ao fim da tardeSó para espantar a solidãoRogar a deus que nos guardeConfiar-lhe o destino na mãoQue adianta saber as marésOs frutos e as sementeirasTratar por tu os ofíciosEntender o suão e os animaisFalar o dialecto da terraConhecer-lhe o corpo pelos sinaisE do resto entender malSoletrar assinar em cruzNão ver os vultos furtivosQue nos tramam por trás da luzAi senhor das furnasQue escuro vai dentro de nósA gente morre logo ao nascerCom olhos rasos de lezíriaDe boca em boca passar o saberCom os provérbios que ficam na gíriaDe que nos vale esta purezaSem ler fica-se pederneiraAgita-se a solidão cá no fundoFica-se sentado à soleiraA ouvir os ruídos do mundoE a entendê-los à nossa maneiraCarregar a superstiçãoDe ser pequeno ser ninguémE não quebrar a tradiçãoQue dos nossos avós já vem E, para quem leu ou ouviu a correr, há refrão, minha inovação:"Carregar a superstição / De ser pequeno ser ninguém"

publicado às 03:43


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