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Um do Rui Knopfli, para o final

por jpt, em 19.11.15

Ao ma-schamba comecei-o há 12 anos, lá em Moçambique, não por este monopolizado mas sim dele alimentado. Anos depois juntaram-se aqui bons amigos, pela tal amizade mas também por motivos das suas atenções ao país que nos encantara, a cada um de sua maneira. A vida correu-nos e o antes tornou-se distante. E nisso, por assim, o blog foi fenecendo, injustificado até. Terminamo-lo aqui. E se começou com um excerto do grande Rui Duarte de Carvalho ficará bem terminar com um poema de Rui Knopfli, para marcos não se podia pedir mais. Ficam os agradecimentos a quem leu, aturou, gostou e/ou resmungou.

 

Invernal

 

Corre já um arrepio pela crista

de Novembro. A imprevisível surpresa

da luz de inverno é a sua agressiva

doçura horizontal. Toma-se de frio

 

o ombro esquerdo, a moinha persistente

espreitando o coração cansado.

Subo devagar o Mall e a luz

fere-me os olhos frontalmente, filtrada,

 

fina e branca, quase paralela ao solo, 

como em África nunca aconteceria.

Perpendicular, fita-me de frente,

rasante ao chão como se lhe pedisse

 

que, por fim, me receba. Novembro,

agora pressago, Novembro, agora

sobre o ombro esquerdo, baixando,

insidioso, sobre o lado dito fatal.

 

Rui Knopfli.

publicado às 17:10

Parabéns VA

por jpt, em 15.07.15

mares.jpg

 

Hoje é o aniversário da nossa VA, sempre mergulhada no seu quotidiano marinho. Os meus mares são outros, de menos ondas e olhando-os sem pranchas. Mas sei que ela também os gosta, ainda que assim, "flat". Por isso deixo-lhe este meu "cliché" a ilustrar os parabéns, os desejos de felicidades, de boas ondas. E de ocasionais postais.

publicado às 01:17

Colecção

por jpt, em 23.03.15

luis a.jpeg

 

(Fotografia de Luís Abélard) 

 

 

De vez em quando faço colecções de textos que meti no ma-schamba e coloco-as na minha conta na rede Academia.edu, sempre na crença que para alguns isso venha a ser interessante, em particular à minha filha quando crescer. Agora fiz uma outra colecção. Basta clicar neste título ma-schamba 2 (2013-2015) e ficam disponíveis cerca de uma centena de textos destes dois últimos anos, acompanhando o meu regresso a Portugal vindo de Moçambique.

 

Para quem nunca reparou e se possa interessar, deixo referência às outras colecções que antes já lá colocara:

- Ao Balcão da Cantina (crónicas de viagem e de paragem)

- A Oeste do Canal (textos sobre Moçambique);

- ma-schamba (textos em blog).

 

publicado às 14:32

Patético

por jpt, em 09.01.15

charlie hebdo.jpg

 

Belo e irado texto do MVF ontem, sobre o massacre de Paris, este "Filhos da Puta".

 

Noto que foi escolhido pela equipa SAPO para a sua rubrica "destaques" (de blogs). Desde o processo de transição do blog para este suporte as gentes SAPO têm sido extremamente simpáticas connosco, e este é mais um episódio. Por isso até me custa este resmungo. Mas é coisa a não deixar passar, ainda por cima neste contexto - pois fazem o destaque censurando o título do postal, trocando o "Filhos de puta" escolhido pelo MVF por um "Filhos de p***".

 

É patética esta beatice de sacristia. Seria sempre, pior ainda quando se fala, homenageando neste contexto, quem morreu porque não se meneava atrás dos asteriscos do falso pudor.

publicado às 09:45

2014 in-(neste)blog

por jpt, em 02.01.15

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Por definição um texto de blog é mais-do-que-transitório, isto é diário de coisas que vêm à cabeça e ecos de novidades/acontecimentos. Ainda assim, como morreu o ano e isso é sempre época de rescaldos, aqui deixo ligação aos 15 textos in-(neste)blog que me marcaram o ano. Também caso interesse a alguns dos amigos deste blog a eles regressar.

 

-  O bode expiatório (sobre as praxes académicas) [Janeiro]

 

- Coluna, o Monstro Sagrado [Fevereiro]

 

- Bom dia, Pai [Março]

 

- Desde o tempo das açordas  [Abril]

 

- Hoje há totós, amanhã não sabemos [Maio]

 

- Eu apoio António Costa e Banqueiros & Cefalópedes [Junho]

 

- De partida de Moçambique [Julho]

 

 - "Rostos da Língua" de Eduardo White e Paz e democracia (um trecho também autobiográfico) [Agosto]

 

- Como cheguei aqui  [Setembro]

 

- Le plus ça change e Diário de Lisboa (3) [Outubro]

 

- Portugal já não é um país [Novembro]

 

- Conversas daqui 4  [Dezembro]

 

publicado às 22:46

As nossas páginas fora do blog

por jpt, em 22.03.14

(1936) 

 

A gente tem não tem blogado grande coisa. Vários motivos haverá para tal, cada um com os seus, talvez alguns partilhados. Entretanto convirá recordar que vários dos culimadores destas courelas têm cantina montada na rede social Academia, um síto algo mais soturno, mais dado a textos profissionais ou algo aparentados. 

 

Foram afixadas quase no topo da coluna da direita deste blog as ligações para as páginas onde guardamos os nossos textos dessa índole, e ali ficarão em exposição-convite para quem nos quiser visitar por lá. Replico-as aqui, e por ordem alfabética: a Ana Leão (que também desapareceu do facebook) está aqui. O Fernando Florêncio apresenta uma mão cheia de textos nesta página. A minha tralha está alojada neste recanto. E a Vera Azevedo guardou os seus textos nesta onda.

 

Então aqui está o convite para quem tenha curiosidade ou interesse (os quatro colocámos bastante coisa sobre Moçambique, mas não só). Basta clicar e vasculhar.

 

Bom fim-de-semana.

 

 

 

 

publicado às 15:22

Uma década de ma-schamba

por jpt, em 03.12.13

(Fotografia do MVF)

 

Hoje, 3 de Dezembro, o ma-schamba faz dez anos. A ver se o colectivo, meio em pousio meio em pós-bloguismo, se juntará para um simpósio lisboeta na próxima época natalícia, no qual se comemore esta vetustez. Que o convívio ("estamos juntos") é o que mais conta.

 

Durante anos bloguei-o sozinho, depois acompanhado. Já me foi vício, já foi rotina. Já não é assim, mas ainda me é identitário, aquilo do jpt bloguista. Nisto correu uma década de verborreia, agora cada vez mais escassa. Neste longo tempo muita coisa mudou na internet e assim no in-blog. Mudaram, e muito, os visitantes. E surgiram outros meios de publicação (e de reprodução/"partilha") individual, muito mais interactivos e rápidos no manuseamento. Mas também de acesso a informação, sua recolecção e colecção. De facto, hoje, tendo contas de academia.edu, de instapaper, de pinterest, de vimeo, de goodreads, de paper.li, de youtube, de facebook, de twitter, do imdb e do flixster e do deezer, e sei lá mais de quê, os blogs parecem-me uma plataforma flinstoniana. Esses outros meios não são só lestos e fáceis de utilizar, como se mera vantagem tecnológica, até a desvalorizar. São mesmo preciosos. E não implicam, como se o obrigando, o abandono da leitura, o domínio da incessante partilha de slogans ou pobres imagens (o "memeísmo") , um mundo de superficialidade, como resmungam(os) alguns velhos bloguistas - talvez muito impressionados por aquele fenómeno do facebooking histriónico, o qual, já agora, também me parece em regressão.

 

Bem pelo contrário, são divertidíssimos (qualquer antigo coleccionador de cromos se delicia com o pinterest; um amante de livros mergulha no clube goodreads; os melómanos têm suportes espectaculares para se alimentarem; os imdb e flixster servirão os mais cinéfilos ou televisófilos). E são utilíssimos: o paper.li dá a cada um o seu jornal, sem perda de tempo ou subserviência aos publicitários e aos mandarins; os facebook e twitter acompanham as urgências (as catástrofes, as agitações políticas, os eventos desportivos) e os veros amigos distantes. E, também profissionalmente, o youtube e o vimeo são um manancial de palestras e documentários, o academia.edu uma excelente e vibrante biblioteca em rede, e também uma plataforma de publicação extremamente democrática. Para além do instapaper, que leva o troféu entre esta parafernália, pois é um magnífico mecanismo de leitura .

 

Com tudo isto é evidente que o (meu) bloguismo fenece. Mas não será só o meu. Nos dois contextos blogais que acompanhei a evolução foi diversa: em Moçambique a breve era blogal implicou uma mudança na palavra pública, que se tornou mais descomprometida, liberta, quebrando os monopólios editoriais e os hábitos (e temores) da auto-contenção. E também pontapeando as retóricas acacianas, que em finais de XX encontrei ainda acampadas nos jornais locais. Nos últimos anos quase tudo isso transitou, e cresceu, para um agitadíssimo facebuquismo nacional, feito verdadeiro rossio de discussão pública. Em Portugal a multiplicidade blogal foi muito maior, por óbvias razões socioeconómicas, mas os seus efeitos parecem-me ter sido menores, pois existente numa sociedade mais aberta. Ali, com o passar dos anos e a migração de muitos para outras diversões (e de alguns para a comunicação social) o tom blogal foi-se enquadrando, acinzentando por um lado, sujeitando-se por outro. Nisso tudo os blogs perderam fulgor e principalmente foi desaparecendo o tom de tertúlia, algo que muito me agradava. E também se desvaneceu aquilo que mais me atraía, o tom "punk" da escrita e da sua afixação: esse acabou, em parte também devido à ideia (e ao desejo) de qu'isto é uma sequela dos órgãos de comunicação social (não é, ponto final parágrafo).

 

Da minha década aqui fiz três colecções, daquilo que mais me interessou: a ma-schamba, que é a mais parecida com o blog, variada, sem rumo nem agenda; a Ao Balcão da Cantina e a A Oeste do Canal, com textos mais associáveis pois dedicados a Moçambique. E arrumei-as na minha conta na rede Academia (para quem as quiser ver; para a minha filha num dia futuro, se tiver paciência). Mas ainda acho piada a isto de blogar, qual catarse do fel, o apreço à escrita descuidada, Amadora, (quase) irresponsável. E assim a gente (mais eu e o camarada MVF nestes tempos) vamos aguentando as courelas.

 

Nostálgico (mas não saudosista) deixo uma memória de como se blogava há alguns anos, os "bons velhos tempos" como sempre dizem os velhos:

 

 

publicado às 00:00

Rádio de corda

por jpt, em 05.09.13

 

 

"Agora o ma-schamba parece um rádio" disse a AL, mesmo antes de se ir embora, de regresso à Pátria Amada, terminado que foi o seu trabalho de campo. Deixou então as saudades, que brotaram ainda antes dela em Mavalane (já ninguém aparece cá em casa sem avisar, só ela o fez nos últimos tempos). E deixou também esta máxima. Pois sim, tem razão, um rádio-blog, um verdadeiro rádio de corda (essa invenção de um tipo verdadeiramente inteligente) - fantástico aparelho para usar nas machambas, e bem me lembro do meu espanto, deliciado, quando pela primeira vez vi um aparelho destes, dos quais desconhecia a existência.

 

Aqui no ma-schamba, entre o rock/jazz politeísta, os sons daqui, e a magnífica selecção de música étnica ("monoteísmos") que o MVF está a seleccionar, também agora a constatação, sonora, que há palavras a mais. Tenhamos atenção à música. E, para os que o conseguem, ao silêncio (ou desecrã, meu neologismo).

publicado às 21:54

Escatologia: o Google Reader

por jpt, em 01.09.13

 

O Google Reader acabou há já dois meses, o que no tempo geológico da internet equivale a alguns milhões de anos humanos. O seu anúncio foi vivido com fervor escatológico, um apocalipse blogal - e muito provavelmente sinaliza mesmo a cada vez menor procura de blogs, um dos produtos de eleição do sistema. Alguns teclados, talvez avisado, talvez frenéticos, consideraram que o final do sistema era sintomático da processo (imparável) da privatização da internet (e consequente "fechamento", por via das "portagens").

 

O fim do Google Reader levou-me, como decerto a tantos outros leitores de blogs (e não só), a procurar alternativas. Não fui original nisso. Tenho a minha conta no sistema feedly. Que, aliás, proporciona um serviço mais bonito (e funcional) do que paleontológico google reader. E, entretanto, a internet ainda não fechou. Nem as portagens surgiram (até ao dia? ...).

 

Entretanto, e para os resistentes leitores de blogs que usem o sistema, aqui fica o endereço do ma-schamba no feedly. Para usarem enquanto o mundo não acaba ...

publicado às 15:53

Um Vero aniversário

por jpt, em 15.07.13

 

Hoje a Vera Azevedo (VA) faz anos. Afastada daqui, trocando o blog pelas suas ondas. Saúdo a data. A VA era uma comentadora residente do ma-schamba e um dia fui a Lisboa e conheci-a pessoalmente. Recordo, assim, esse belo momento ....

 

Um beijo VA, e parabéns.

publicado às 16:03
modificado por VA a 17/12/13 às 00:00

Férias (prolongadas)

por jpt, em 13.06.13

 

O colectivo ma-schamba vai de férias, prolongadas, sem termo certo. A maioria de nós está em radical sabática de botadura pública. O MVF (Miguel Vale de Figueiredo) tem o seu belíssimo painel fotográfico metido no Facebook, para quem queira acompanhar e dele seja "amigo-FB". Eu irei botando de vez em quando no porta-aviões Delito de Opinião e dedicar-me-ei a meter as minhas memórias nesta minha conta, em registo mais aborrecido.

Até breve, bom inverno ou bom verão, conforme o sítio

publicado às 11:17

ma-schambing

por jpt, em 04.05.13

AL e jpt sempre bem acompanhados

AL e jpt sempre bem acompanhados

 

Hoje mesmo, alvorada acercando-se, em pleno simpósio aniversariante, subitamente uma polaroid ... E logo brota este texto ensaístico sobre a importância de ter um blog. Colectivo. (mana, agora vou tomar os medicamentos).

publicado às 08:37

Uma colecção de textos

por jpt, em 15.04.13

 

"Nunca nos habituamos a ser menos importantes para as outras pessoas do que elas são para nós"

(Graham Greene, O Terceiro Homem)

 

Escrevo em blogs há uma década. Sempre no "ma-schamba" (nome que significa machambas). Inicialmente sozinho, desde há alguns anos muito bem acompanhado, ombreando com bons amigos (a fantástica Ana Leão, a radiosa Vera Azevedo, o compadre Pedro Sá da Bandeira, o mano Fernando Florêncio, o magno Miguel Valle de Figueiredo). Também fiz o "Sem Estrada", que já apaguei. Participei nos colectivos "Olivesaria" e "És a Nossa Fé!", dedicados ao bairro lisboeta dos Olivais e ao Sporting, respectivamente. E actualmente também no "Delito de Opinião", um grão-blog português, por convite do companheiro d’agora Pedro Correia.

 

Nisto são dez anos de verborreia.

 

Há algum tempo juntei dois blocos de textos, considerando-os coerentes entre si, e “guardei-os” na internet: o “Ao Balcão da Cantina” (vivências e viagens em Moçambique) e o “Desde o Canal de Moçambique” (textos opinativos, na maioria também sobre Moçambique).

 

Agora, entre os que tinham ficado de fora, coligi um conjunto dos postais de que ainda gosto e agreguei-os num calhamaço. A alguns modifiquei, ligeiramente. Agrupei-os sob temáticas: Moçambique; Portugal; Cooperação (Ajuda Pública ao Desenvolvimento); Lusofonia (e Acordo Ortográfico); Algures; Bloguismo; Sporting; Baby blogging; jpt (memórias). Julgo-os textos que, mesmo que dedicados a díspares assuntos, fazem sentido juntos. Pelo menos fazem-no para mim.

 

É uma colecção, tal como anteriores o foram, feita para a minha filha Carolina. Pois poderá acontecer que ela, quando crescer, se tiver paciência e curiosidade, se interesse sobre o que aqui está. E assim perceber muito do que me passou pela cabeça durante esta longa década, a sua primeira. Mas se, em alguns destes textos, outrem neles ainda encontrar motivos de interesse isso será um prazer para mim.

 

Claro que gostava de ter discutido mais todos estes textos, todas as questões que os provocaram, e tantas outras, com o meu pai António. Teria escrito muito menos. Teria sido muito melhor. Emigrar não é só bom. Porque perdemos os nossos, desaproveitando-os.

 

A esta última colecção coloquei-a acessível em duas redes sociais:

 

a) "ma-schamba" no Facebook; b) "ma-schamba" na rede Academia.

 

Os outros dois pacotes só estavam na "Academia", mas hoje coloquei-os também no facebook. Estão alojados nestes locais:

 

- "Desde o Canal de Moçambique" no facebook

"Desde o Canal de Moçambique na Academia;

- "Ao Balcão da Cantina" no facebook

- "Ao Balcão da Cantina" na Academia

publicado às 01:49

O rss do ma-schamba

por jpt, em 28.02.13

 

Com a mudança para o SAPO o blog perdeu o seu mecanismo de notificação de actualizações, avisam alguns leitores amigos, que anunciam ter deixado de receber essas informações. Desde então o número de visitantes, mostra o sitemeter, desceu para menos de metade - o que salienta que grande parte dos leitores chega por essa via.

 

Ali no topo da coluna da direita está explícito o endereço rss para recuperar as notificações sobre as actualizações do blog, que será necessário reinscrever, para quem recebe por email ou nos sistemas de "favoritos" (como o google reader).

 

E aqui o deixo, em destaque, esperando as tais reinscrições:

 

http://ma-schamba.com/data/rss

  

publicado às 22:16

Actualizações do ma-schamba

por jpt, em 25.02.13




Leitores amigos avisam-me que desde a recente transferência do ma-schamba para o contexto SAPO deixaram de receber as actualizações do blog nos seus "readers" ("favoritos"). Com efeito, e apesar dessa transferência ter mantido a mesma morada electrónica (URL) do blog, o sistema de notificações foi desactivado.


Eu não sou especialista disto e presumo que possa haver outra forma de rearranjar a situação. Mas partilho a forma que conheço de reaver as actualizações do ma-schamba, para isso convidando os leitores que incluíram (e os que poderão incluir) este blog na sua selecção pessoal (ou nas preciosas listas de blogs actualizados, que julgo ser aplicação que só existe no blogger).


Trata-se de reinscrever o ma-schamba nessas selecções usando este endereço:


http://ma-schamba.com/data/rss


E nós agradecemos a companhia.


publicado às 11:05


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