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Filme de 12 minutos: L.M. em 1929

por jpt, em 19.04.15

 

Descobri agora no facebook ....

publicado às 20:57

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Texto para a edição de 12.11.2014 do “Canal de Moçambique”

 

Maputo-Roteiro Histórico Iconográfico da Cidade

 

Nesta semana em que se comemorou o dia da cidade, assinalando o aniversário da sua elevação a esse estatuto, haverá várias formas de o celebrar. A melhor, decerto, será aquela de nela passear, repousadamente, escutando-a, vasculhando-lhe detalhes. Como a azáfama não costuma ser muito parceira desses deleites proponho outra forma: regressar a livros que lhe foram dedicados, (re)conhecer-lhe história e conteúdos.

 

E uma bela forma de nela entrar será através deste “Maputo – Roteiro Histórico Iconográfico da Cidade”, mais uma das múltiplas e cuidadas publicações que António Sopa, figura incontornável da vida intelectual moçambicana, vem produzindo, neste caso ombreando com Bartolomeu Rungo. É um livro já com uma década (2005), editado pelo então Centro de Estudos Brasileiros (que depois se tornou Centro Cultural Brasil-Moçambique, em desnecessário mimetismo, pois a sigla CEB já era da cidade). Tratou-se de uma edição  popular, de preço acessível, um feito que prestigiou a instituição editora.

 

O livro é exactamente aquilo que o título promete: um cuidado roteiro histórico de Maputo. Nisso uma excelente introdução – e também memória. Por isso mesmo cito o seu início, que anuncia o projecto que nele está patente: “Quem chega a Maputo tem grandes dificuldades em reconstituir as origens do povoado. As referências quase que desapareceram e é preciso estar atento para vislumbrar no casario moderno da cidade os elementos arquitectónicos que lhe serviram de génese.” (p. 5).

 

(Texto completo pressionando aqui)

publicado às 15:33

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Texto para a edição de  29.10.2014 do "Canal de Moçambique"

 

Mais escasso ainda é o registo dos chamados livro-objecto, celebratórios e demonstrativos, inexistente mesmo se para além da capital. Seja porque sempre produtos de maiores custos na edição seja também pela pressão intelectual que as gentes da escrita têm, essa de exercer a análise crítica, quantas vezes esquecidos que não há crítica sem paixão, sem nos suspendermos face ao enleio inspirado, abraçado. E que depois, depois do namoro enlevado, se poderá olhar mais analiticamente para as características sociológicas e físicas, para os percursos anteriores e para os desejados.

 

Neste registo de namoro, saudável, convoco a atenção para este livro bilingue (em francês e português) “Voyage au Mozambique. Maputo” [“Viagem a Moçambique. Maputo”, claro], publicado em 2005 em França (editora Garde-Temps). Escrito por Pascal Lettelier, autor francês, sociólogo de formação, autor de textos de viagens em África, argumentista de cinema entre outras actividades, que aqui foi co-adjuvado por Jordanne Bertrand, jornalista que foi correspondente da Radio France Internationale em Moçambique durante quatro anos, e que neste livro foi responsável pelas curtas biografias incluídas. E um alargado leque de fotografias de Luís Basto, ilustrando esta cidade-Maputo festejada no livro.

 

(Texto completo aqui)

publicado às 08:55

Diário da despedida (9)

por jpt, em 08.09.14

 

 

Não é só a Baixa que vai desaparecer - com ou sem Plano. Cá na Alta, na vizinhança, este "Bairro Militar" desconstrói-se assim, crónica de um edifício anunciado. Aposto em torres de vidro.

publicado às 04:36

Diário da despedida (8)

por jpt, em 08.09.14

 

Alguns bons momentos nestes últimos tempos. Em casa amiga, principescamente recebidos, uma desmesura.

 

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publicado às 04:32

 

 

Esta é a foto que escolhi para a última semana no 1 Imagem por 10 Semanas - 2014, mas tão atarefado andei que acabei por deixar passar o prazo para a colocar. É o adeus à cidade de Pancho.

publicado às 04:26

Diário da despedida (6)

por jpt, em 08.09.14

 

A insana azáfama dos últimos dias vedou-me o projecto de um (ou mais) demorado passeio pela velha cidade, aquela que agora vai desaparecer e que um dia me encantou, nas suas rugas, pústulas e até metástases. E da qual me queria despedir. Ficam-me uns breves laivos, telefotos nas bichas de trânsito. E as memórias. Desta velha Baixa, por exemplo.

publicado às 04:19

Um domingo tropical

por jpt, em 21.08.14

 

 

Um filme de 15 minutos, de Fabio Ribezzo, cineasta (italo?-)argentino cá residente há já uma década, e que tem vindo a fabricar um trabalho muito interessante. Este seu "Um Domingo Tropical" está a competir num concurso internacional de curtas metragens (vota-se aqui). O voto é um bom pretexto para se ver o filme - um carinhosíssimo Maputo - e divulgá-lo.

 

 

 

 

publicado às 08:00

Diário de despedida (2)

por jpt, em 02.08.14

 

 

Combatendo este estado proto-ontológico de solteiro geográfico (a família "a banhos") dirijo-me para a FEIMA - local que é prova que se pode comer bem e barato no "cimento rico" de Maputo - para comer mucapata, aquele manjar dos deuses zambezianos. Invejem-me.

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publicado às 13:41

Diário de despedida (1)

por jpt, em 02.08.14

 

 

Ontem/hoje, inesperadamente - como sempre é mais saboroso -, e algo acalentado pelo segundo troféu que o Sporting ganhou esta época, antealvorei na Feira de Maputo, a despedir-me da sua sempre aprazível decadência. Bebendo esta 2M, cerveja única ("primeiro entranha-se ..." diria o poeta Pessoa) pois feita de água de lanho.

 

Assim a extirpar-me de Maputo ...

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publicado às 13:24

A casa do ANC

por jpt, em 21.07.14

 

 

 

 

São agora os meus últimos fins de tarde aqui, voam, como voaram os milhares anteriores. Estou só no Shamwari, que em tempos tanto frequentei com amigos, que também já lá não estão. À frente, cada vez mais ruína, está a velha casa, memória de um "Maputo madeira-e-zinco", coisa já tão rara, e que podia ser icónica se noutro local. Ou melhor, deveria ser icónica neste local. Durante anos pensei escrever algo sobre ela, nunca o fiz, mas também sobre tanto fui sendo incapaz de botar... Pois tantas as histórias que evoca, dizem-ma quase-sede do ANC aqui "nos anos de chumbo". Esses dos ataques inopinados, alguns tétricos de absurdo, como aquele atentado a uns dirigentes em que o "comando" se enganou e assassinou os habitantes do "flat" ao lado. Entre a recuperação das histórias e a reconfiguração da complexa história Moçambique-ANC, sempre beliscada pelo pragmático "Inkomati" tanto haverá para fazer. É nisso que penso durante as cervejas solitárias do Shamwari, a resmungar que deveria era escrever qualquer coisa para o "Canal de Moçambique", despedida que fosse, a propôr uma casa-museu nesta casa (que foi?) do ANC, também forma de manter um, um que seja, exemplo de um Maputo antigo, de uma forma histórica.

 

No dia seguinte, sábado, vou fotografar, a máquina recusa-se por qualquer botão desafinado. Uso o telemóvel, mas voltarei depois para a captar como deve ser, para ilustrar o texto se o Veloso o quiser. Volto na terça-feira seguinte. Já tinha sido arrasada...! Tal é o ritmo do neo-Maputo.

 

Fica assim esta foto. A última foto da que não será a casa-museu do ANC. E sinto-a auto-retrato.

 

publicado às 21:00

In memoriam

por jpt, em 12.07.14



Foi ontem arrasada, conjuntamente com a belíssima casa, exemplar, que a ladeava. E assim começaram as obras do enésimo "caixa de feio" (como Antje Brauer-Maxaeia magnificamente os denominou), esses que assombram o neo-Maputo. A av. 24 de Julho é uma artéria da cidade - um tipo começa daqui e vai em recta pelo menos até à Moamba. Está a ser (não só ela) infernalizada. Chamam-lhe "desenvolvimento". Mas é, apenas, uma almite. Ou mesmo pior, uma necrose almística.

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publicado às 13:28

 

 

José Mourinho é um extraordinário treinador, todos o sabem. Cruza este defeso com alguma dificuldade, pois a atenção mundial desvia-se um pouco de si - a guerra no Iraque e o mundial de futebol no Brasil distraem o público global da sua pessoa. Mas ele combate este pequeno interlúdio na Mourinhofilia. E vai zurzindo aqui e ali, em particular a pobre selecção portuguesa cujo principal defeito é não ser treinada por ele - ainda que ele não o queira.

 

Sou grande admirador do homem (e ainda lamento que à última da hora não tenha ido treinar o Sporting). Fica aqui o meu modesto contributo para a sua glória: a "Pizza Mourinho", uma especialidade do afamado e excelente restaurante "Mundos", na Julius Nyerere de Maputo.

publicado às 03:31

jpt, comunista

por jpt, em 13.04.14

 

 

Uma pequena história, pessoal, que só ontem ouvi, narrada por uma amiga que também a presenciou. Adorei-a, não resisto a partilhá-la.

 

Há pouco mais de um ano o então ainda candidato a presidente do Sporting, o nosso Bruno de Carvalho esteve em Maputo e realizou uma sessão de esclarecimento/mobilização, que culminou num jantar. Lá estive, como relatei aqui. O momento ocorreu num conhecido restaurante, grande para que coubesse a "moldura humana" esperada. A casa começara nos idos de 1990s, aberta por um patrício que vim a conhecer, e que a tornou célebre, pela boa gastronomia portuguesa e pelas fartas doses. Tornou-se uma instituição na cidade, algo barulhenta a mais para o meu gosto, mas recompensadora para a esfaimada clientela . Depois o fundador, adoentado, trespassou-a, e as gerências sucederam-se. 

 

Assim, aquando da visita do Bruno de Carvalho, há alguns anos que não ia lá. A sessão correu bem e sentámo-nos à mesa, os cento e tal sportinguistas, para o repasto que era também convívio e congregador. Eu ali ombreando com alguns amigos. Passado um demasiado bocado serviram-me um derivado de bovino recozido, intragável. Espantado, olhei em volta, inquiri a outros convivas se seria azar meu. Que não era, pois a tralha era igual para todos. Irritei-me. Sem exagero, já comi muita porcaria pelos recantos onde andei mas nunca apanhara nada similar. De mau-gosto gastronómico, de preguiça culinária. E de falta de respeito pelo momento e pelos participantes. Reclamei para o pequeno comité circundante, "isto é uma falta de respeito", por nós e pelo Sporting, "uma vergonha". Que me calasse eu, que o (novo) dono estava à mesa (mesmo ao lado do candidato, ainda por cima), esbracejaram-me. Isso ainda me irritou mais, deixei o dinheiro da conta ao amigo do lado e fui-me embora sem comer, frisando que aquilo era uma vergonha.

 

Conta-me agora a minha amiga: o então dono, vendo o conviva a ir-se embora, assim basto desagradado, rematou para quem o podia ouvir: "esse tipo? é um comunista! é um comunista! toda a cidade sabe disso! o que ele quer sei eu ...".

 

Uma delícia.

publicado às 21:28

Curandeirismo em Moçambique

por jpt, em 31.03.14

 

 

Venda em farmácia de artefactos ligados ao curandeirismo. Importado, pelos vistos nem sempre da Tanzânia ou arredores. 

publicado às 10:19


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