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Decerto que algumas razões, presumo que daquelas que antes se apelidavam "noblesse oblige", o mvf esqueceu-se de botar aqui que esta semana inaugurou uma exposição individual nesta Lisboa, a "Do Cais ao Cais", que estará visitável na Deleme Janelas, na Av. Miguel Bombarda, 102, até ao próximo 24 de Novembro.

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Sobre o apresentado disse ele no catálogo: "As 12 imagens da exposição "Do Cais ao Cais" são o resultado de dois passeios entre o Cais do Sodré e o Cais das Colunas com a máquina a tiracolo. Penso que o velho Albano [Albano Costa Lobo, já falecido ideólogo do curioso movimento fotográfico "The She Mouse Photo Event"] me diria no seu meio-sorriso qualquer coisa como isto: "Este gajo é lixado ...".

publicado às 06:27

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(Fotografia de Miguel Valle de Figueiredo, exposta em  Prevent'Art Lx44, Maio-Junho 2015)

 

Não é a primeira nem a segunda vez que o nosso MVF (Miguel Valle de Figueiredo) se junta em dueto com o Miguel Barros (o "nosso" MB), e ambos se expõem, em conversa de fotografia e pintura, que é também de junção de amizades. Daquelas veras, feitas de entranhas manas, sensibilidades aparentadas se se quiser ser fino. Diálogo. Agora instalaram-se, a evocar invocar uma Lisboa que vive dentro deles, conversa que decorre durante este mês nas paredes da galeria Movimento Arte Contemporânea (na Álvares Cabral, ao Largo do Rato, até 26 de Junho). O arrojo foi-lhes ao ponto de não apenas habitarem paredes a meias, polvilhando-as com as suas obras, mas de também juntarem alguns "coisas", dizendo-as dípticos, trabalhos conjuntos, nacos das suas lisboas em modalidade foto/pintura, e a gente, nós próprios, que lhes encontre o fio associativo se conseguir(mos) - e é assim mesmo. Assim fica-nos um momento que vem a três tempos: as fotos, as pinturas, as conjugações.

 

Nisto d'aqui-agora não venho avaliar ou aquilatar. Apenas assinalar (e, claro, num "vão ver"). Por lá estive, numa animadíssima inauguração, horas a fio (Lisboa ainda existe!). Durante a qual me deixei a entrelaçar, à minha maneira, o que os junta, os excertos e feixes que aqueles dois partilham. A espantar-me, devagar, como os tipos, tão longe um do outro (e tão diversos, para quem os conhece), dançam bem no diptiquismo assim enlaçando a cidade. Ao Miguel Barros conheci nos finais de XX, quando apareceu uma exposição dele em Maputo, ali excêntrica. Depois ele emigrou, Angola e Canadá - daí que esta sua Lisboa é uma "lisboa", a sua de longe, nacos e nichos, cores e linhas (horizontes) lembradas, talvez sonhadas, retrato dele próprio, acariciando (lambuzando, diria, se não parecesse mal) este lisboeta também ex (e espera-se que futuro) emigrante, décadas a assomarem-me estes feixes da cidade amada mas sem os saber expressar assim.

 

Mas pior mesmo ao visitante, "olhador" incauto e plácido, as fotos do MVF, esse que acompanho há 30 anos. Um olhar aqui cruel, avisando-nos ser apenas horizonte o que pensamos real porque julgando-o "ali/aqui mesmo". Desvendando, em meros clichés, o que alguns poderão pensar apenas esconsa realidade. Há algum tempo aqui mesmo disse que ele desvendara a Ilha de Moçambique como nunca a conseguira encontrar (está aqui), e apenas passara ele por lá durante uma semana, lente bistúrica nas mãos. 

 

Agora, olhando a sua terra, a sua cidade, olhando-me e aos outros, bota, entre tantas outras, esta abissal fotografia - esta que ilustra o postal. Nunca vira, nunca lera, o teu país (ó MVF), o meu país, tão expresso. Um tipo sai dali, da galeria, arrasado. E por isso o depois ... 

 

Um abraço a ambos. Mas sem obrigado para ti, ó MVF. Pois a gente tem direito às ilusões. E tu as destróis, malvado.

 

Fica o aviso. Para os que tenham coragem - vão até lá.

publicado às 16:27

A Ilha em Lisboa

por jpt, em 03.05.15

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 (Ilha de Moçambique, fotografia de Miguel Valle de Figueiredo)

 

Anda um homem alquebrado, como se de colarinho apertado se tratasse. Convidam-no para jantar em casa amiga, lá residente casal companheiro de há décadas. Come bem e também bebe, conversa pelo menos tão bem. Afaga-se nisso. No fim trazem-lhe esta fotografia, a foto que é a "minha" Ilha de Moçambique pensei e senti logo quando a vi, há alguns anos. E dão-lha. O homem desalquebra-se, comovido.

 

Saí lá de casa alcandorado. Pronto a encontrar aquela luz, lá no fundo, nada exagerada como nunca o é o horizonte. 

 

publicado às 12:06

Lisboa, a cidade da moda

por mvf, em 04.02.14

Lisboa está na moda do turista internacional e eu, um oportunista (até pareço um autarca...), aproveito a maré e mostro  a quem não conhece ou a quem lhe sente a falta, alguns registos monocromáticos que fiz recentemente.

 

Vosso

mvf

 

 

          Todas as fotografias de/All photographs by:

          ©miguel valle de figueiredo

 

Vista do miradouro de Santa Luzia
Vista a partir da Rua do Carmo, vendo-se no topo o passadiço do Elevador de Santa Justa
Ruela de Alfama
Teatro Nacional de D. Maria II e Igreja de São Domingos 
Avenida da Liberdade
Baixa
Torre sineira da Basílica dos Mártires vista do Largo de São Carlos
Calçada da Bica
Trecho da Baixa Pombalina, vendo-se à esquerda o Arco da Rua Augusta e em fundo o Rio Tejo e a margem sul, a "Outra Banda"
Igreja de Santa Engrácia/ Panteão Nacional
Vista do miradouro das Portas do Sol
Entardecer à beira-rio (zona do Cais do Sodré)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 21:26

Quem lá esteve

por jpt, em 15.11.11

[O MVF apresenta a sua obra]

 

A cerimónia de lançamento do livro Património Mundial de Origem Portuguesa com fotos  do nosso maschambeiro Miguel Valle de Figueiredo foi ontem na biblioteca da Assembleia da República. Imprevistos familiares impediram-me a deslocação e presença antecipadas. Amigo comum de velha data e amante de fotografia enviou-me estas duas fotos com o seguinte comentário: “... não estão nada boas. Estava a ver que não conseguia tirar; estava cheio de gente”. Orgulhosa que estou com a obra do nosso amigo e desolada pela minha inatendência aqui ficam as fotos possíveis. Confesso que estou de peito inchado!

 

 

 

 

AL em co-produção com António Maria

publicado às 18:34

Embandeirar em Arcos

por jpt, em 16.09.11

 A tarde estava amena, soalheira e banhava Coimbra com os matizes do Outono. Subi até aos Arcos do Jardim, até à Casa Museu Bissaya Barreto onde ia inaugurar Evocação, uma exposição com fotografias do Miguel Valle de Figueiredo, amigo e co-maschambeiro.

 

 

Já à entrada encontro-me com amigos que já não via há muito e agora multiplicados na Diana – um ano de risos e alegrias a estrearem-se hoje na vida cultural. Lá dentro a exposição. Evocação nasceu do repto lançado ao Miguel pela curadora da Casa Museu: ilustrar alguns dos pensamentos de Bissaya Barreto. E o Miguel correspondeu com uma simbiose perfeita de palavra e imagem. A preto e branco para que nada mais perturbe o equilíbrio. São sete citações contadas em 17 fotografias em torno do mundo.

"Não me sinto homem de planície. Nasci para caminhar na montanha” passa a ser uma história que se conta com esta fotografia:

 

[A Serra da Estrela vista a partir da Serra do Caramulo. Fotografia de Miguel Valle de Figueiredo]

 

E mais não mostro; convido-vos a irem lá ver. O passeio é agradável, a cidade é bonita, a exposição mais que vale a pena. Um último conselho: rematem o dia com os famosos Pastéis de Santa Clara. Têm até dia 30 de Setembro para o fazer, não se distraiam!

 

AL

publicado às 12:45


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