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No feedly (35)

por jpt, em 06.06.15

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Moçambique 40 anos 4 fotógrafos, no Alexandre Pomar.

 

A (última) carta de Virginia Woolf, no O Homem que Sabia Demasiado.

 

O Acordo Ortográfico e sua ideologia, ditos no Abencerragem.

 

A (já longa) série de textos agregados sob o título "Grécia Antiga" no Delito de Opinião, cruel iniciativa de Pedro Correia lembrando o vácuo patois dos opinadores portugueses dedicados ao estado da arte europeia. Imperdível.

 

Sobre isto do blogar, no Depressão Colectiva.

 

Bravura, no Ana de Amsterdam.

 

Tolerância é inteligência, pois "A pior coisa que uma pessoa pode fazer pela sua postura, é entregá-la empacotada como um julgamento moral", no Cantar das Miríades.

 

e

 

O corpo barroco de Orson Welles, uma hora de conversa com Lauro António sobre o cineasta, no À Pala de Walsh.

publicado às 18:06

O centenário Orson Welles

por jpt, em 06.05.15

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Hoje é o centenário de Orson Welles. Se se diz que o cinema é (ou deve ser) "bigger than life" Welles foi, e de que maneira, "bigger than cinema". Da sua obra e da personalidade há muito para acompanhar (por exemplo ver este Wellesnet, com ligações e notícias sobre o cineasta). Após a radical autonomia inicial em "Cidadão Kane" foi balizado, estreitado, pela indústria, em conflitos ferozes e que apoucaram a sua obra. A esse propósito será (marginalmente) interessante v(l)er quantos daqueles que agora, a propósito da efeméride, lamentam tais tenazes mas que sempre resmungam contra os financiamentos ao cinema, à liberdade criativa dos realizadores, como sendo luxo social desnecessário. Enfim, contradições do rame-rame opinativo.

 

Aqui deixo dos trechos que mais me marcaram, ainda hoje: esta sequência do meu filme preferido de Welles

 

 

E para corolário a célebre cena de "O Terceiro Homem", súmula de filosofia política que o actor Welles meteu no argumento - e pouco importa se historicamente errada - um momento inesquecível:

 

 

publicado às 11:00

Um filme

por jpt, em 06.08.14

 

"Uma história imortal", do senhor acima fotografado. Agora mesmo, pois uma pérola na estante dos dvds. Um texto sobre o filme. E, para quem não conhece, aqui deixo um presente do ma-schamba:

 


Watch The Immortal Story (1968, Orson Welles) in Drama  |  View More Free Videos Online at Veoh.com

 

 

E para os apaniguados deixo mais um pequeno brinde:

 

publicado às 01:11

Quando o Telefona Toca

por jpt, em 04.02.10

Um telefonema matinal de Portugal, um cinéfilo  agradecimento mas com lamento incluso, a ABC daquele lado expressando-me as saudades, até ânsia, do hipnotizador tema musical do "Terceiro Homem", e nisso concordo eu. Então está aqui. E nem foi preciso "dizer a frase".

publicado às 00:16

O outro dia a bater teclas para aqui de repente lembrei-me dos relógios de cuco de "O Terceiro Homem" (Carol Reed, 1949). Um maravilhoso soco contra o "politicamente correcto" (avant la lettre) saído da boca e da mente de Orson Welles, pois a tirada não estava no argumento original do filme protagonizado por Joseph Cotten mas que Welles abrilhantou. As maravilhas do youtube trazem-nos a casa:

Para quem não se lembre (ou nunca o tenha visto) o filme provém de uma história escrita por Graham Greene, a qual ascendeu a livro: O Terceiro Homem (aqui a edição portuguesa, Europa-América, 1977, tradução de Ana Maria Sampaio). E tendo-me lembrado da história lá fui mais uma vez reler o livro.

 

Já o sabia mas é sempre bom recordar isso. Este é um bom exemplo a utilizar contra os literatos furiosos que dizem ser um livro sempre melhor do que o filme que origina. Neste caso - como em tantos outros, onde nem atentamos no livro original, ali escondido no genérico - um pequeno livro originou um grande filme (é certo que com a ressalva que o texto foi escrito em função do filme): nele não está a espantosa Viena negra pós-guerra do filme nem tampouco a personagem do vilão tem a densidade e a verve, a crueza, que no filme adquiriu e a este deu fama.

Ainda assim é Greene, a culpa e a redenção como hipótese. E a falsa moralidade, um pouco. O protagonista Rollo Martins é um modesto escritor de policiais (um pouco um alter ego desvalorizado de Greene) que chega à Viena do pós-guerra, chamado por Lime o seu idolatrado amigo de juventude (Welles no filme). Para descobrir não só que este é um criminoso como apenas o quer usar, usando-se do apelo a uma afinal falsa amizade. Assim Rollo, e em nome de uma causa justa (Lime trafica medicamentos escassos), acaba por o matar. No fundo levado pela descoberta de não ser amado (amizado, seria melhor dito, mas não há em português). Onde está a culpa? A imoralidade? Com toda a certeza que em Rollo, inocente-sem-o-ser, aparente braço da justiça. E está tudo no princípio do livro, encapotado num "Nunca nos habituamos a ser menos importantes para as outras pessoas do que elas são para nós" (23). Depois é uma história sobre o despeito, o ciúme entre homens.

jpt

publicado às 02:39


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