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Mafalda no Festival BD na Amadora

por jpt, em 31.10.14

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Ontem fui ao Festival BD da Amadora, acompanhado da Mafalda cá de casa. Lá está uma breve exposição dedicada a "Mafalda", a propósito do cinquentenário. Uma das "tiras" afixadas é esta - a ter imenso a ver com o que passa na Lisboa de hoje, em vários sentidos, e até nos últimos postais deste ma-schamba.

 

Não há dúvida: "Mafalda" é o máximo. Viva Quino.

publicado às 16:10

Aniversário

por jpt, em 29.09.14

50 anos, faz hoje Mafalda (é mesmo da minha safra). Parabéns a nós todos, por sermos contemporâneos de Quino.

 

 

 

 

Cresci com eles, através dos pequenos livros de então. Felipe era, e ainda é, o espelho ... Mafalda a paixão impossível. E o mundo a enfrentar.

publicado às 07:38

O direito à humilhação

por jpt, em 04.02.14

 

Chega-me este filme, uma reunião de estudantes académicos portugueses de 2011. Onde estudantes universitários reclamam o direito a sofrerem humilhações. E por isso recebem salvas de aplausos. 

 

Fico pasmado. Não representam a maioria, dirão muitos. Mas representam, com toda a certeza, alguma minoria. Que aplaude. Todas as gerações olham para as seguintes com algum desagrado, não só inveja mas também incompreensão. As quais se misturam, se produzem. Mas chegar a este tipo de gente quase ultrapassa a possibilidade de comunicação, o hiato é gigantesco. Gerações passaram no país, e em tantos outros ainda, a lutarem contra isso de se ser humilhado. Agora estes, meninos ...

 

Haverá aqueles que, mais dados ao "patois" das ciências sociais, exigirão contextualização, criticarão as modalidades de ensino, a desestruturação familiar, a quebra da igreja, o estatuto corporativo dos sindicatos, as malevolências das televisões, a pornografia e a internet por si sós, até as rações das indústrias alimentares e pesticidas variados.  Deixemo-nos de coisas, de falsas "contextualizações sociológicas": gerações muito pior (in)formadas não fizeram brotar porta-vozes destes. Ou, pelo menos, não os aplaudiram.

 

Ou então é a velha questão, de onde saem os totalitarismos, o apreço por estes? Mas nem isso será. É apenas a mera irreflexão, o "boçalismo a céu aberto", a preguiça mental, window shopping de sentimentos e vontades ...

 

O que abaixo se vê é inenarrável. In-blogável, nem consigo botar mais faladura. 

 

Aos patrícios, das gerações mais velhas, só posso dizer isto: emigrem. Deixem isso para esta gente. Safem-se.

 

 

 

publicado às 13:58

Os Batmen suíços

por jpt, em 21.08.11

 

Relativamente à crise portuguesa, europeia e, até, mundial, abaixo um simpático comentador, com toda a certeza muito jovem e como tal desconhecedor da gigantesca mutação sociológica em Portugal nos últimos trinta anos, refuta e invectiva o real sob o argumento que Portugal não é a Escandinávia ou similar e que, como tal, este tal real não o é nem pode ser, nem mesmo poderá vir a ser (não o real não é mágico, ídolo. Mas vai existindo ...). Sendo ali comentário único é, no entanto, similar a uma opinião generalizada que é, até, o húmus do "indignismo", tão comum nestes dias. Entetanto no jornal Público a colunista Teresa de Sousa coloca: "A questão é: como é que se renova o contrato social nas novas condições da globalização?" (citada pelo atento Pedro Correia). É exactamente isso que quis deixar, mais palavroso e mais higiénico na questão sobre o "quem ouvir", no tal texto ali em baixo.

 

Ou seja, há profissionais do tal "contrato social" (passo, neste sítio, a discussão sobre o escorregadio termo), cientistas sociais. Muitos deles indignistas, que isto é a era da "epistemologia do engajamento". Mas, com toda a certeza, pelo menos alguns pensadores. É tempo de botarem, pensar partilhando - e não apenas sobre economia política. "Falem agora ou calem-se para sempre".

 

Que o resto é ... Quino.

 

jpt

publicado às 22:34


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