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2015: política

por jpt, em 02.01.15

Raymond_Boudon.jpg

 

 

Começo o ano com (re)lendo o grande Raymond Boudon (a breve súmula mais do que recomendável "O Relativismo", Gradiva, 2008). A sua usual pertinência, sempre antipática para o aconchego constitutivo dos grupelhos de boas-causas: 

 

"... a compaixão é frequentemente a pior das conselheiras políticas." (p. 39).

 

A não esquecer no ano que aí vem.

 

 

publicado às 11:20

...

por jpt, em 16.12.05

"...é mais fácil emitir um juízo moral sobre um determinado episódio histórico ou sobre um determinado fenómeno social do que compreendê-lo. Compreender pressupõe ao mesmo tempo informação e competência analítica. Emitir um juízo moral, pelo contrário, não pressupõe nenhuma competência especial."

[Rayomond Boudon, Os Intelectuais e o Liberalismo, Gradiva, 2005, pp. 85-86]

publicado às 23:53

Berlioz vetado

por jpt, em 23.11.05

"A França também não escapa ao igualitarismo radical que por vezes se designa pelos conceitos de correcção política (political correctness) ou de pensamento único. Em 2000, a ministra francesa da Cultura, Catherine Trautmann, propôs que os restos mortais do compositor Hector Berlioz fossem trasladados para o Panteão. O projecto acabou por ser abandonado na sequência de uma polémica em que Berlioz foi acusado de ter sido politicamente incorrecto: terá participado na conspiração do Norte contra o Sul com a sua ópera inspirada na Eneida de Virgílio, Os Troianos (Le Monde, 29 de Fevereiro de 2000, 21 de Junho de 2000). Motivo da acusação: no terceiro quadro do quinto acto, é erguida uma pira. No momento de subir para esta, Dido apodera-se da espada de Eneias e, enquanto se prepara para se trespassar com ela, profetiza que um dia Aníbal será o seu glorioso vingador. Enquanto os Cartagineses amaldiçoam os Troianos, vê-se aparecer ao longe a visão de Roma eterna. Urbs, a cidade das cidades. A polémica suscitada por uma obra interpretada como um hino inoportuno à civilização ocidental e consequentemente o seu projecto de "dominação" foi tão acalorada que o presidente do Arte, canal de televisão franco-alemão, entendeu dever pedir desculpas por ter programado a transmissão da representação dos Troianos no festival de Salzburgo."

[Raymond Boudon, Os Intelectuais e o Liberalismo, Lisboa, 2005, Gradiva, p. 53]

publicado às 23:55

Alguns liberais

por jpt, em 17.11.05

BoudonCapaIntelectuaisLiberalismo.jpg

Chegou agora às livrarias este pequeno livro de Raymond Boudon, "Os Intelectuais e o Liberalismo" (Gradiva, 2005), dedicado às causas e efeitos dos preconceitos antiliberais. Num mundo onde predomina a retórica anti-neo-liberalismo é sempre interessante perceber o que é(são) o(s) liberalismo(s) e as reacções diante dele(s). Num outro registo, muito para além do hóbi, dir-se-á que indicado para alunos apressados (ainda por cima traduzido).

No apenas o hóbi não resisto a uma pequena citação, logo ali do início, tão apropriada. A trazer-me sorriso:

"Como seria de esperar, os antiberais tendem a identificar o liberalismo com as suas expressões extremas. Quanto aos defensores do liberalismo, fornecem, às vezes por inépcia, armas aos seus adversários quando se agarram obstinadamente às versões radicais do liberalismo ou quando ignoram a diversidade das suas facetas". (16)

publicado às 09:30


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