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Para a semana haverá Prémio Camões. Quem será o premiado? Os prémios valem o que valem, e este também, mas correspondem sempre a um acréscimo de atenção, de leituras, e isso é bom. Olhando a lista de vencedores julgo que será um nascido após 1940. As grandes figuras de gestação anterior ou já foram premiadas ou partiram. O premiado poderá provir do mundo dos poetas, do qual sou um profundo desconhecedor. Assim sendo vou fazer uma aposta, em regime de "torcedor", restrita ao mundo dos prosadores (ou dos que são maioritariamente prosadores), no qual li alguns e tenho os meus favoritos (e o Ruy Duarte de Carvalho, poeta-prosador-cineasta-etc., partiu sem o levar, e sem assim receber o acréscimo de leitores que o seu olhar único tanto merecia, e continua a merecer).

Sendo um prémio semi-político (a sua atribuição tem critérios de ponderação nacional, é como tal também uma redistribuição) poder-se-á olhar para a lista de premiados e apostar sob que bandeira cairá. Português não poderá ser, dado o tal critério de "alternância" a que os "usos e costumes" obrigam, pois o anterior premiado foi Manuel António Pina. Ou será brasileiro ou africano. Timor-Leste entrou na liça depois, terá que esperar. Se for africano contabilizar-se-á que nunca um santomense ou um guineense foi premiado, mas também não me parece que seja agora. E que um angolano o ganhou há seis anos e um cabo-verdiano há três. E que um moçambicano o ganhou há já 21 anos. Assim sendo, presumo que seja cedo para que Manuel Rui o ganhe. Não sou grande conhecedor da literatura angolana mas não me parece que haja outro prosador premiável. E por maioria desta razão ("política") também não vejo um premiado cabo-verdiano.

Ou brasileiro ou moçambicano. Aqui, parece-me que poderá ser o ano do Índico. No meio dos escritores daqui sou, como quem por aqui passa saberá, absolutamente "fan" do João Paulo Borges Coelho. Mas não pode ganhar. Outros anos haverá para isso, durante as próximas décadas.

Em assim sendo, e para quem por aqui passe, pelo sim pelo não recordo uma colecção, incompleta, de capas para consultar no dia do prémio.

Mas como leitor, não como amigo, eu gostava mesmo, e qualquer leitor do ma-schamba, poderá perceber porquê, era que o prémio fosse deixado nesta "farma".

 

 

jpt

publicado às 12:30

60 dias de facebooking

por jpt, em 18.06.11

Nunca gostei do sempre-repetido mandamento bloguístico "escreve sobre o que sabes. Link to the rest". Sempre me irritou o prescritivo sobre esta irresponsável actividade, na qual para mim cada-um-como-cada-qual. Os limites do saber próprio (quando este existe) estão no trabalho,  e isto do in-blog é para botar sobre o que vem à respectiva cabeça.

 

Para além disso o weblog é um diário, de impressões, e estas são (ou podem ser) múltiplas, esparsas - um tipo que só se interessa sobre o que sabe, caramba, é um chato. Claro que há os blogs especializados (dedicados), alguns fantásticos. Mas isso é uma saudável opção, não uma obrigação.

 

Mas o mandamento de "link to the rest" está estafado no bloguismo acima de tudo por razões tecnológicas. Com a vertigem imediatista do facebook, aquilo do clic-clic e ligação feita perdeu-se muito da dimensão inter-ligadora (e textual, reflexiva) do bloguismo. Aliás, os sistemas (blogspot, wordpress) terão que integrar essa função supra-ligadora. Ou desaparecem.

 

Como blogar neste contexto? Não sei bem, nem sei se isto tem muito futuro (há anos que se diz que o bloguismo è finito), ainda por cima com a "lentidão" ligadora que tem. Mas, pelo menos, é um sítio e um meio onde se pode escrever ... sobre o que não se sabe. Suprema liberdade potenciada pelo facebook, para onde podemos ir "linkar" coisas, fast-fast, clic-clic, com tanta vantagem ...

 

Uso o FB fundamentalmente como difusor de ma-schamba (a página blog ma-schamba, o grupo ma-schamba [modalidade que perdeu visibilidade nos murais devido às alterações do sistema FB] e o ma-schamba na aplicação NetworkedBlogs). Ainda assim acumulam-se as ligações, seja por réplicas imediatas de outros murais seja provenientes de outros suportes (blogs também). Como exemplo do supra-linkismo facebookista  actual, até vertiginoso, (mas também para meu arquivo, e esperando que alguém se divirta abaixol) deixo os meus dois últimos meses de facebooking, as aventuras nessa likeland reino do clic-clic.

 

A ordem da colocação aqui é inversa da cronológica ...

 

 

64. O (necessário, urgente) elogio da Culinária Moçambicana

 

 

63. Documentário de Werner Herzog sobre pinturas rupestres

 

 

62. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"...

 

61. Assange, o wikilikeakista: o facebook é máquina de espionagem! Estes romanos são loucos!

 

60. Constante reprise

 

59. Pérolas do youtube ...

 

58. Um número especial da Science et Vie dedicado ao acidente nuclear de Fukushima (via Klepsýdra)

 

57. Pérolas do youtube ...

56. O Byrne de oiro.

 55. The Clash "Should I Stay or Should I Go?": sem embebimento disponível ... É clicar e ouvir/ver ... 

 

54. Gorongosa. Fauna, Flora e Paisagens, um belíssimo trabalho fotográfico disponibilizado no facebook.

 

53. 30 Postais sobre Moçambique (elo retirado). Vale a pena lavar a vista.

 

52. José Sócrates: "seis anos de batota". Que herança ... A arquivar, para não o esquecer.

 

51. O "vai vir charters" do Paulo Futre. Uma bela peça de marketing mas, muito mais do que tudo, uma lição de rir-se de si próprio. Viva Futre! (o meu candidato ...)

 

50. O excelente Nkwichi Lodge no Lago Niassa, um verdadeiro eco-lodge e com gente porreira à frente, foi escolhido como um dos 101 melhores hotéis mundiais [Já lá estivemos e sobre isso botei, deslumbrado].

 

49. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"...

 

48. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"...

 

47. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"...

 

46. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"...

 

45. Directório de blogs expatriados. Aqui a secção Moçambique.

 

44. Um ascensão fulgurante, dançarinos moçambicanos integram o último trabalho de Beyoncé.

 

43. João Pereira Coutinho, no fim de José Sócrates, o pior dos políticos portugueses, com o tique máximo da anti-democracia: "um político que prefere negar a realidade e confunde uma crítica ao governo com uma crítica ao país". Que nunca mais volte, é um desígnio nacional, apesar das suas ameaças "em andar por aí".

 

 

42. O excelente sítio Buala a trabalhar sobre Ruy Duarte de Carvalho.

 

41. O Da Casa Amarela a comemorar o aniversário de Dylan

 

40. A AL é uma emérita coleccionadora de cartoons e tem um mural FB fantástico nisso.

 

39. No 70º aniversário de Dylan, ele sobre Elis Regina

 

38. Forever Mickey

 

37. Água Vumba premiada, a minha bebida moçambicana preferida. (Sim, apesar de militante da dupla 2M - Manica)

 

36. A propósito da crise, versão pop-pirosa ...

 

35. 3XMiles

 

34. The Guardian a olhar para a imprensa moçambicana e seu impacto social. O elogio do jornal "Verdade", o popular primeiro gratuito, que tanto modificou a paisagem mediática aqui. E que é líder na imprensa informática, com o vigor que coloca - celebrizando-se na cobertura dos acontecimentos de 1 e 2 de Setembro de 2010.

 

33. Dexter, via MVF - que tem um refinado mural FB. E talvez por isso tão pouco aqui culime ...

 

32. Mitos industriais perversos, via A Arte da Fuga, um bom pontapé no guevarismo e, mais globalmente, no acriticismo.

 

31. Um céu limpo global, fruto de um projecto fotográfico de grande monta.

 

30. Uma nova supernova. A página da National Geographic dá-nos maravilhas diárias ...

 

 

29. Naipaul por Naipaul - agora aflorando a "escrita feminina". Um elefante em loja de femininismos ...;

 

28. Aquando das eleições portuguesas uma reflexão sobre as aldrabices das sondagens políticas portuguesas. Já nas últimas eleições isso se discutiu no bloguismo - o peso simbólico (académico, como se científico, e mediático-televisivo) dos sondageiros, alimentado pela idolatria da numerologia continua a permitir a subsistência e sobrevivência gente. Urge o ostracismo moral. Para todos ..

 

27. No país da Dirty Dilma: também ler um Que fazer?;

 

26. Sobre os telemóveis. Cancerígenos ou não?, via De Rerum Natura. Questão de "estação estúpida"? Ou bem pior do que isso? E que efeitos nos fanáticos twitteristas?

 

25. Chegou o icloud da Apple, e deve mudar bastante as coisas - como por exemplo nunca mais perder os ficheiros por corrupção dos "discos-afinal-moles".

 

24. Notícia da publicação do Caderno de campo na Guiné-Bissau (1947) de Orlando Ribeiro. Para a agenda de compras quando em Portugal ...

 

23. Lou Reed Forever

 

22. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"...

 

21. Bela galeria fotográfica de arte moderna

 

20. Kare Lisboa, na Lx Factory: gente família a lutar bem com a crise. E nós de longe a torcermos pelo sucesso, bem-merecido.

 

19. Lembrei-me da gentil guitarra do Beatle. (um Beatle nunca é ex).

 

18. Bjork, Venus as a Boy: lembrei-me do vulcão islandesa, mas sem direito a partilha (a função "embeber" foi retirada do youtube para este filme). É clicar para ouvir/ver ..

 

17. Tomai lá com o Bach, em Lisboa disse uma velha-amiga

 

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Flying in a motorized paraglider over one of the most diverse continents in the world, George Steinmetz captures in his photographs the stunning beauty, potential and hope of Africa's landscapes and people. See the project at http://mediastorm.com/publication/african-air

16. África em vista aérea, uma galeria sumptuosa a mostrar o  trabalho de George Steinmetz, "fotógrafo americano que percorreu e fotografou as paisagens africanas ao longo de 30 anos. Sobretudo do ar, a bordo de um parapente motorizado":

 

 

15. Uma dupla de Siouxie, a última das moicanas ...

 

14. Lago Niassa declarado reserva natural pelo governo de Moçambique, uma boa notícia enquanto há rumores de que empresas se preparam para acelerar a exploração dos "recursos" minerais existentes.

 

13. Ads of the World: conhecer o inimigo. Para melhor o combater.

 

12. Canal de Moçambique, o mais belo título dos jornais moçambicanos, a abrir a sua página no facebook;

 

11. Imperdível, textos sobre Arte Contemporânea africana;

10. Eu lembrei o Tony de Matos e logo uma amiga-FB completou ...

 

9. O Grande Tony de Matos - que eu sempre recordo a actuar no Coliseu dos Recreios em meados dos anos 1980s, então sala-nobre de Lisboa e como tal vedada aos cantores populares. Foi "special guest star" de Vitorino e levantou o público à ... entrada. Um sucesso, uma reparação. 25 anos depois honra ao Vitorino que provocou o momento ...

 

 8. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"...

 

7. Da enorme série "recomendações dos amigos-FB"..

 

6. Uma série apaixonante, a ir ver: Closer To The Truth

 

5. Uma sumptuosa série sobre filósofos, disponível no youtube, ao qual chego via Crítica. Blog de Filosofia;

 

4. Vasco Palmeirim - um delicioso humorista dos novos tempos em Portugal que venho conhecendo via youtube ...

 

3. O silêncio dos livros, um belo blog mostrando leituras.

2. Retirado o título [o grau de doutorada] a deputada europeia [alemã] Silvana Koch-Mehrin que plagiou - informa o Diário de Notícias exactamente no dia em que deixei o resmungo sobre o posfácio dos plágios (e lembrando outro meu lamento mais dorido);

1. Stellarium, um fantástico programa informático que nos põe o planetário em casa (como qualquer miúdo da minha geração teria sonhado).

 

jpt

publicado às 13:10

7 Anos de ma-schamba

por jpt, em 03.12.10

[Machamba, fotografia jpt]

 

O blog ma-schamba começou há sete anos. A primeira entrada (3.12.2003 !!!) foi uma citação de Ruy Duarte de Carvalho, à qual gosto sempre de voltar. Agora também para recordar o autor, morto este ano:

 

“…a lances de catana e de machado desfaz a rama e a trama dos espaços virgens. Prepara um espaço para a nova lavra, esgotado o humus de uma lavra antiga. Alarga a circunferência de chão raso. Devolve o sol à terra e dá-lhe a mansa forma de um corpo fecundável e passivo. O tronco nu progride mata a dentro. Governa os braços firmes e velozes, confere exactidão ao gesto azado. E os fustes, gemem, fendidos pelo golpe. Martela, vigoroso, a rijeza maior de alguns dos paus, depois transforma em lenha as copas derrubadas…”

 

(Ruy Duarte de Carvalho, Como se o Mundo Não Tivesse Leste, Cotovia, p. 117 )

 

Ao longo destes sete anos o bloguismo mudou, a comunicação na internet mudou. Mas eu continuo a divertir-me a blogar. No último ano, no regime colectivo, tenho-me divertido muito mais. Espero que os parceiros residentes também se divirtam. E penso que posso expressar por todo o colectivo a nossa gratidão aos prezados leitores (e aos comentadores residentes). São eles (vocês) que animam o blog.

 

jpt

publicado às 04:14

É via Joana Lopes e também o mais-que-recomendável Buala. Cultura Contemporânea Africana que apanho Ruy Duarte de Carvalho por ele próprio (no sítio da sua editora, a Cotovia - que o tratava bem). Maneira também de avisar os leitores do ma-schamba: se nunca leram os seus livros vão à livraria (ou à estante de amigos). Valem mesmo a atenção.

jpt

publicado às 14:07

O caro ABM descobre Ruy Duarte de Carvalho entrevistado por Carlos Vaz Marques em 2008, aquando do lançamento do seu livro "Desmedida", uma recriação de uma sua viagem ao Brasil. A ouvir. Uma bela conversa. Mérito do entrevistado. E do entrevistador.

jpt

publicado às 02:24

Morreu Ruy Duarte de Carvalho

por jpt, em 12.08.10

Acabo de saber que morreu o Ruy Duarte de Carvalho. Antropólogo, cineasta, escritor. De quando em vez aqui deixei modestas referências à sua obra. Até resmungos sobre a urgência em premiá-lo, entenda-se isso como urgência em ler os seus livros. Os quais adoro, é o termo correcto. [Também por isso o primeiro post do ma-schamba é uma citação de um texto seu].

Conheci-o há uma década, uns breves dias desses encontros académicos. Era ele um daqueles casos, raros, em que a excelência da escrita é acompanhada pela do homem que escreve.

Quem olhará os pastores, agora?

jpt

publicado às 18:06

Hoje Seis anos de ma-schamba

por jpt, em 03.12.09

 Lavoura

“…a lances de catana e de machado desfaz a rama e a trama dos espaços virgens. Prepara um espaço para a nova lavra, esgotado o humus de uma lavra antiga. Alarga a circunferência de chão raso. Devolve o sol à terra e dá-lhe a mansa forma de um corpo fecundável e passivo. O tronco nu progride mata a dentro. Governa os braços firmes e velozes, confere exactidão ao gesto azado. E os fustes, gemem, fendidos pelo golpe. Martela, vigoroso, a rijeza maior de alguns dos paus, depois transforma em lenha as copas derrubadas…”

(Ruy Duarte de Carvalho, Como se o Mundo Não Tivesse Leste, Cotovia, p. 117 )

publicado às 00:01

Prémio Camões 2009

por jpt, em 02.06.09
O júri do Prémio Camões 2009 reúne-se hoje. Mero leitor ando há anos a dizer isto:

rdc

Ruy Duarte de Carvalho

publicado às 11:35

capadesmedida

[Ruy Duarte de Carvalho, Desmedida. Crónicas do Brasil, Edições Cotovia, 2006]

"Um livro mais de "viagem", mas que também não fosse um desses registos paraliterários de errâncias e de evasões a puxar para o sério e para a auto-ajuda. Que me remetesse para os domínios em que me movo mas admitisse derivas. Tentasse evitar aquilo que também poderia ser, se a intenção fosse essa: a mais vigorosa das penetrações analíticas, uma orgásmica exposição de evidências e de equações, um desafio algébrico à plácida aritmética do senso comum. Ensaiasse tão-só, talvez, dizer do Brasil a partir de Angola ..." (p. 42)

enquanto

"... só resta, a quem não se precata, fazer o luto da sua juventude, depois de, cinquentão, "quando os dentes escurecem e os cabelos embranquecem", ter passado pela idade em que se lamenta o tempo gasto e as oportunidades que se perderam e desbarataram. Dos quarenta aos cinquenta, diz ele [Richard Burton], um homem reconhece a sua própria ignorância, depois de ter achado, entre os vinte e os trinta, que sabia tudo e não tinha mais nada para aprender. Aos trinta, com sorte e durante dez anos, poderá ter até chegado a pensar que é possível viver com confiança e fé na vida. Mas corre então o risco de deixar possuir-se por essa exaltação e mesmo com calma é aproveitar porque também não dura. A consciência de ver-se condenado a permanecer um consumado ignorante, que se lhe impõe a partir dos quarenta, pode passar a revelar-se em tudo, inclusive numa constante, surpreendente e sempre serôdia e arrasadora surpresa perante as renovadas evidências, cada vez mais irrefutáveis, daquilo que nunca quis admitir antes. Isto acrescento eu." (40-42)

publicado às 03:37

Prémio Literário

por jpt, em 15.02.08

Para os vizinhos também admiradores de Ruy Duarte de Carvalho (pelo menos tu, P... G.), já agora homem que por aqui viveu no início dos anos 70 e que agora poderia vir de visita (se as "redes da lusofonia cultural" se lembrassem), notícia de Prémio Literário, de homenagem, de ciclo de apresentação da obra cinematográfica, de peça de teatro nele baseada e, mais do que tudo, de novo livro (e aqui um belo texto sobre um seu belo e velho livro). Tudo mais do que merecido - e entretanto lembro a inauguração do ma-schamba.

publicado às 18:04

...

por jpt, em 03.12.07
Quatro anos.

publicado às 06:12

...

por jpt, em 03.12.07
Quatro anos.

publicado às 06:12

...

por jpt, em 12.03.07

Estas coisas valem o que valem. Mas já que por razões de calendário este ano Ruy Duarte de Carvalho não poderá ser divulgado, chegou o tempo de premiá-lo deste modo.

publicado às 02:56

...

por jpt, em 12.03.07

Estas coisas valem o que valem. Mas já que por razões de calendário este ano Ruy Duarte de Carvalho não poderá ser divulgado, chegou o tempo de premiá-lo deste modo.

publicado às 02:56

...

por jpt, em 29.08.06
Alfarrabistas de Maputo: Av. Mao-Tse-Tung, ao Café Estoril.

Ruy Duarte de Carvalho, A Decisão da Idade, Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora, 1977, 3ª edição [40 meticais]

Venho de um sul

vim de leste
dimensionar a noite
em gestos largos
que inventei no sul
pastoreando mulolas e anharas
claras
como coxas recordadas em Maio.

Venho de um sul
medido claramente
em transparência de água fresca de amanhã.
De um tempo circular
liberto de estações.
De uma nação de corpos transumantes
confundidos
na cor da crosta acúlea
de um negro chão elaborado em brasa.


Paulus Guerdes (coord.), A Numeração em Moçambique. Contribuição para uma Reflexão Sobre Cultura, Língua e Educação Matemática, Maputo, Insituto Superior Pedagógico, 1993 [50 meticais]

[Numerais na língua Makonde - I (M. Viegas Guerreiro), A contagem entre os Makonde (M. Viegas Guerreiro), Numerais na língua Makonde - II (E. Mpalume & M. Mandumbwe), Numerais na língua Yao (Miguel Viana), A contagem entre os Yao (Manuel Amaral), Numerais na língua Nyanja (Missionários da Companhia de Jesus), Sentido numérico Cheua (A. Rita-Ferreira), Numerais na língua Nyungwe (Victor Courtois), Numerais em Makhuwa-Lóhmé, Cóti e Árabe (António Pires Prata), Numerais na língua Sena (J. Torrend), Numerais na língua Shona (Ndau) (D. Dale), Numerais na língua Tshwa (J.A. Person), Numerais na língua Chope (Luís Feliciano dos Santos), Numerais na língua Tonga e o "sentido matemático" (Henri Junod), Numerais na língua Changana (Armando Ribeiro), Numerais em Tsonga (Changana) (Bento Sitoe), Numerais na língua Ronga (José Quintão), Numerais na língua Swazi (D. Ziervogel), Numerais na língua Zulu (Clement Doke). E entre vários outros textos analíticos ainda de salientar Métodos Populares de Contagem em Moçambique (Abdulcarimo Ismael & Evaristo Uaila)]

publicado às 17:00


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