Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



JPT, seleccionador do Ma-schamba, mergulha no oculto e indaga os espíritos sobre o futuro de Paulo Bento enquanto seu congénere na selecção nacional de Futebol. Por mais que as forças do Bem se empenhassem num tranquilo afastamento do cargo por manifesta incapacidade, o mentor do futebol de vão de escada da "Equipa de Todos Eles" (FPF toda metida neste caixote de lixo e mais alguns que acabam por apoiar com tranquilidade toda esta merda) garantiu ainda antes de ter sido corrido do mundial da especialidade e zangado como sempre com um mundo imbecil que o não compreende, que independentemente de tudo o que pudesse acontecer - e o mais provável foi o que acabou por verificar-se... - não se demitiria. Fez bem e fica-lhe ainda melhor. Se querem saber mais sobre o que se segue é perguntar ao retratado. Por mim, desligo-me da equipa com que andamos ao colo e que de "Equipa de Todos Nós" tem pouco.

Vosso

mvf

 

         

 

publicado às 18:58
modificado por jpt a 11/7/14 às 04:22

 

 

Dos factos:

1 - Pepe, um jogador conhecido pelo seu comportamento exemplar, encosta com meiguice a cabeça ao boche, um tradicional e despudorado simulador, e a organização a que preside o impoluto Blatter aplica-lhe um jogo de suspensão em pleno campeonato mundial de futebol.

2 - Incitado por uma antiga jornalista, Letizia de sua graça, o jovem Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y Grecia agride violentamente o seu velho pai à cabeçada, o ex-Rei que apesar de já não o ser ainda o é, D. Juan Carlos, e, insidiosamente, usurpa-lhe o trono para de caminho lhe ficar com a coroa...

 

Das reacções:

Em comentário, o Sr. José Mourinho, o Especial I, diz que por Pepe não ser português devia ter outro comportamento. Ao contrário pensamos que Pepe, justamente por ser um exemplo do que é ser português, dos valentes e imortais, é que apanha o castigo numa clara manipulação de imagens, uma evidente manobra persecutória para prejudicar a Selecção Nacional que tanta qualidade mostrava ao mundo, preparando-se para rebentar com o alemão numa espécie de blitzkrieg à portuguesa. Já o novel Rei Felipe VI de España segue a sua vida com garbo e tranquilidade entre aplausos da multidão e votos de maior sucesso por parte dos mais destacados líderes mundiais, incluindo o presidente da geringonça, o Professor Aníbal Cavaco Silva, conhecido pelo ternurento cognome de Nosferatu de Boliqueime.

 

 

A Fifa utiliza critérios distintos para casos equivalentes e esta é a dura verdade com que nos confrontamos.

 

De Campinas, segue um cordial abraço a que se juntam as mais sinceras saudações desportivas

mvf

 

 

 

publicado às 13:00

 

Mal acabou o desgraçado jogo de Portugal a zeros contra a poderosa Alemanha, escrevi no facebook sobre a miserável prestação daquela que devendo ser a "equipa de todos nós" mais parece a "famiglia" de alguns. Interessa pouco que o repita, mesmo reforçando algumas noções particulares, e dois dias passados sobre o leite derramado não adianta falar sobre o óbvio, ou seja, que a equipa alemã é muito mais forte que a portuguesa apesar de Paulo Bento não o querer admitir, ou talvez nem o consiga perceber, fechado que está na sua conhecida teimosia e por ela cego, insistindo em jogar num irrealista 4X3X3 que mesmo com os jogadores nas melhores condições, em grande forma e cheios de ganas, mais não seria que um 4X3X2 porque jogar com Hugo Almeida é, quanto a mim jogar com 10. O seleccionador alemão, mais humilde, também mais realista, sabe do valor de Cristiano Ronaldo - todos sabemos - e resolveu avisar que iria ter redobrada atenção ao genial madeirense, alterando a habitual táctica, deixando as indicações gerais para conhecimento de todos. Bento, sentado lado-a-lado no banco com uma arrogância inadmíssivel, não se incomodou, não ligou pevide a Joachim Low, não respeitou o respeito, e jogou como se o germânico fosse o irlandês num jogo amigável em Boston. Independentemente das peripécias do jogo, da nefasta e estúpida prestação de Pepe que ajudou uma equipa, que desde os primeiros minutos do embate mostrou não o ser, a descer às profundezas do inferno húmido de Salvador. Bento teve, no entanto, uma oportunidade de mudar a táctica quando ainda o resultado podia ser minimamente discutido. Estava tudo em aberto, apesar da manifesta e esperada superioridade alemã, quando ainda antes da meia-hora de jogo e com somente um golo de desvantagem, o gigantone Almeida se lesionou. E que faz Paulo Bento? Faz o que Paulo Bento faria no seu lugar: cerrou os olhos e manteve a táctica, metendo Éder no lugar do bigodaças. Éder, lutador mas pouco experiente nesta andanças, imaculado no que toca a meter uma bola na baliza pela equipa nacional surpreenderia tudo, todos, incluindo-se neste pacote, marcando pela selecção? Se o benefício da dúvida deve alimentar-se nalgumas situações, noutras o bom-senso deve dissipar qualquer sombra que possa existir e era nesse momento que o responsável pela equipa devia ter "mexido" e tentar segurar o meio-campo que até aí não tinha funcionado, com Miguel Veloso sem andamento, com Moutinho sem dinâmica e com Meireles a fazer o que podia só que não podia quase nada (havia William Carvalho ou mesmo Ruben Amorim para ocupar o espaço entre a defesa e o meio-campo e podia ser que Nani e Cristiano chegassem para o que viesse, ou, já que era para manter as aparências, entrar Varela para o lugar de Almeida, passando CR7 - como me irrita isto de chamar um homem por uma sigla, ainda que ele goste e dê jeito para o marketing!!! - para ponta-de-lança em vez de andar a esfolar o coiro que não está na melhor forma a buscar jogo atrás. De passagem, lembrar que a equipa titular lusa foi a mesma - exceptua-se a substituição de Postiga por Almeida - que tinha sido derrotada no Euro 2012 por uma Mannshaft nitidamente mais fraca que a viajou para o Brasil, num jogo em que o indomável Pepe e o apagado Nani espetaram duas bolas na madeira no 1-0 final. Voltando a Cristiano Ronaldo, o pobre rapaz está estafado, não se sabe ao certo se a lesão do tal tendão que agora todos sabemos rotuliano, foi completamente debelada e sendo o extraordinário jogador e atleta que é, a referência da selecção e de qualquer equipa em que alinhe, não deve, não pode, sobretudo se condicionado, montar-se a equipa em função dele e é isso que Paulo Bento sempre fez com o total apoio senão com a influência da Federação Portuguesa de Futebol. Bento põe as suas equipas - enfim, pôs o Sporting e agora a Selecção Nacional a jogar como ele próprio: algumas vezes que não esta, as equipas jogam com alguma garra, demonstram vontade de não perder e até, se puder ser, ganhar, mas sem chama, sem talento, sem um golpe de asa, sem grandes ideias. Bento é consistente, Bento é incapaz de mudar o que está mal, Bento confia que mais cedo ou mais tarde, um dos rapazes mais habilitados dará um pontapé na sorte enfiando a bola na baliza adversária, Bento convence-se que depois da campanha péssima que fez a caminho do Campeonato Mundial de Futebol em que Portugal conseguiu a proeza de ter que disputar um play-off por não conseguir limpar um grupo com essas mais que temíveis selecções de Israel, Azerbaijão, Irlanda do Norte, Luxemburgo e Rússia. Correu bem o play-off, Ronaldo cheio de brio e de pernas, despachou o sueco e assim o grupo tornou-se, como se viu, excursionista, com uma viagem de estudo aos Estados Unidos, onde por manifesta falta de sorte, teve de jogar três partidas ditas de preparação e já em Terra Brasilis, fez uma escolha estranha  - Campinas - para quartel-general,  com clima bem mais ameno que Salvador ou Manaus, para não falar das enormes distâncias e necessárias horas de vôo... Enfim, dizem os especialistas, que é necessário mais tempo para uma aclimatação razoável ou coisa que o valha e ao que parece pelo que se viu no relvado, resultou com os alemães, sediados a sul da quente e húmida capital da Bahía há uma semana, enquanto os nossos pareciam não poder com uma gata pelo rabo. Não se sabe nada porque os responsáveis não considerem necessário explicar-nos, e acho que somos merecedores de uma palavra que seja, sobre a falta de pernas dos jogadores e as 3-lesões-3 em titulares discutíveis da equipa (não são lesões traumáticas, note-se) durante o jogo em Salvador. Se foi do clima, da comida ou de outra merda qualquer o certo é que o enxovalho não foi maior porque a equipa adversária não precisou de carregar mais. Fica muito mal na fotografia a insinuação de que a culpa foi do árbitro quando a verdade esteve patente desde o princípio: uma equipa, assim designada por enorme boa-vontade, desgarrada, desconcentrada e tensa, muito tensa. Desgarrada porque a táctica andou de mão dada com a preparação fisíca demonstrada, ou seja, ambas desadequadas à exigente circunstância. Desconcentrada talvez porque viagens longas, tratamento de estrelas pop nas tevês, jornais, revistas e rádios, treinos abertos a 10.000 pessoas, jornalistas acríticos a relatarem qualquer eventual gás inodoro ou nem por isso que o motorista do autocarro que transporta a selecção solte, inquirindo o artilheiro de pólvora seca Almeida sobre o seu bigode e dando exagerado tempo de antena a deptos ferrenhos, estejam estes à porta do estabelecimento hoteleiro onde fica a rapaziada, o circo melhor dizendo que a FPF sempre monta nestes certames, em Madrid, em Hamburgo ou no Parque Eduardo VII ou numa tasca da Madragoa, como isso só por isso definisse o desempenho esforçado e brioso ou ainda se traduzisse num resultado menos pesado como pesado é sempre o seleccionador nas conferências de imprensa, nos comunicados televisivos em que invariavelmente parece que todos lhe devemos e nenhum lhe quer pagar e isso talvez resvale para uma certa tensão nos seus (des)comandados. Digo isto com toda a tranquilidade, como Bento gostava de dizer no seu tempo de Sporting, em que punha o pobre Polga a chutar para a frente, uma táctica do quem atirar mais alto é que ganha, uma espécie de baliza-a baliza sem utilizar as alas (a menos que algum desgraçado se distraísse e jogasse junto às laterais...) e o desgraçado do Liedson a correr a ver se conseguia ir ter com a porra da bola em vez de a inversa se verificar. Foi assim nas épocas do Sporting Clube de Portugal e não é muito diferente na Selecção Nacional: depende se os jogadores estão mais ou menos inspirados e se dão vazão à habilidade, à inteligência emocional como diriam alguns, contrariando o óbvio desdém que Paulo Bento sempre mostrou pelo talento natural dos mais dotados, ele que para além de jogador esforçado e lutador nada mais foi que acrescentasse brilho ao jogo. Tipo honesto e trabalhador, não se põe em causa, mas há cargos que exigem um pouco mais. Dizem-no disciplinador mas a quantidade de problemas disciplinares ou simples embirrações que não soube resolver ou até por ele criados, dizem-me o contrário (no Sporting vejamos os casos de Beto, Custódio, Simon Vukcevic, Stojkovic, Liedson e Miguel Veloso, das dispensas de Carlos Martins e Varela que não servindo para o SCP foram por ele convocados para a Selecção - ou do seu menino querido João Moutinho que quis sair do clube  - disse-o publicamente - tendo sido recompensado esse enorme amor ao clube que o tinha criado com a braçadeira de capitão. Já como seleccionador nacional, houve as barracadas com José Bosingwa que o acusa de ser um treinador quesilento e de ter uma relação menos boa com os jogadores e que por isso nunca mais calçou as chuteiras nacionais,  a renúncia nunca explicada de Tiago que vestiu as quinas ainda na fase de apuramento para o Euro 2012, a zanga com Ricardo Carvalho, as embirrações com alguns jogadores, Danny e Adrien, para não falar de Quaresma e esquecendo Custódio ou Hugo Viana na melhor época do Braga e agora Antunes que é o mais parecido que temos com um bom lateral-esquerdo. Tudo isto, acredito que sem consciência, sempre à frente dos interesses superiores quer do clube quer da equipa nacional com critérios que por mais que explique não faz entender mas é defeito meu com toda a certeza ( Quaresma é instável emocionalmente, no entanto o cadastro de Pepe ultrapassa de longe o de um jogador temperado e calmo, convocações de gente que pouco se equipou nos seus clubes e a quem muito falta provar em vez de outros que fizeram óptima época...). É mais forte que ele visto que é ele quem manda e pensa que assim cobre as suas debilidades enquanto técnico. Não é o que habitualmente se diz quando há um destaque, uma referência maior como é o caso de Cristiano Ronaldo: Não é ele e mais 10. Na Selecção trata-se de Paulo Bento e mais 11! E o velho dito de balneário, o "Só faz falta quem cá está" bem merece uma revisão: se é verdade que só faz falta quem está, há alguns que estão e falta fazem como faz falta a fome, ou seja, nenhuma.

Dito isto, resta esperar que nos jogos contra os norte-americanos e contra a selecção do Gana, os nossos rapazes tenham tanta vergonha na cara como força nas canetas, que Paulo Bento se lembre que nada disto gira à sua volta, e que, com vontade e esforço, joguem à bola e ganhem por todos nós a passagem à fase seguinte, quanto mais não seja pelo apoio enorme que sempre lhes damos. Presunção e água benta cada um toma a que quer e eu destas quero nenhuma, adiantando que percebo pouco de bola mas que não gramo perder por falta de atitude e indiferença.

E porra, que é sempre com o baraço à volta do pescoço...

publicado às 21:30
modificado por jpt a 11/7/14 às 04:27


Bloguistas




Tags

Todos os Assuntos