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(paragem de autocarro Carris, da mítica linha 21 [Rossio-Av. de Berlim], início 1980s) 

 

O meu postal anterior ("Algemado") ocasionou grande trânsito, inusitado, no blog e inúmeras mensagens de simpatia, as quais muito agradeço, a matizarem o estado (ainda mais) aturdido em que vegetei nos últimos dias. Algumas delas muito iradas, polvilhadas de receios até escatológicos, induzindo do que narrei o advento de um estado policial, o fenecer das liberdades. Caramba (oops, deixem-me explicitar que "caramba" não é "caralho" ...), não exageremos, vivemos em democracia, este cinzento sistema sempre vulnerável a alguns desmandos institucionais e a desvarios nossos, os populares. Nisso o melhor de todos. E as coisas já foram muito piores e vão sendo cada vez melhores, não linearmente como imaginaram alguns mais metafísicos mas firmemente. Pelo menos por enquanto.

 

Como o acontecido decorreu "à sombra" da mítica paragem acima retratada aqui deixo, a este propósito, uma canção até hino qu'a gente destas redondezas ouvia "nos tempos". Tão outros "tempos", que convém lembrar para percebermos que isto não vai assim tão péssimo. A ver se acalmamos o fel radical. E alguma desesperança que vai brotando, acima de tudo devido a isto da idade crescente.

 

 

 

 

 

"Take It As It Comes"

Time to live
Time to lie
Time to laugh
Time to die

Takes it easy, baby
Take it as it comes
Don't move too fast
And you want your love to last
Oh, you've been movin' much too fast

Time to walk
Time to run
Time to aim your arrows
At the sun

Takes it easy, baby
Take it as it comes
Don't move too fast
And you want your love to last
Oh, you've been movin' much too fast

Go real slow
You like it more and more
Take it as it comes
Specialize in havin' fun

Takes it easy, baby
Take it as it comes
Don't move too fast
And you want your love to last
Oh, you've been movin' much too fast
Movin' much too fast
Movin' much too fast

publicado às 09:37

publicado às 23:16
modificado por jpt a 23/1/15 às 01:17

O inverno presente

por jpt, em 11.07.13

Fotografia de Luis Abelard [fotografia de Luis Abelard]

 

Depois, bruscamente, inopinadamente, nesta espécie de inverno presente, perceber que de adolescente só isto... Foi o fim d'algo.

 

 

This is the end

Beautiful friend

This is the end

My only friend, the end

 

Of our elaborate plans, the end

Of everything that stands, the end

No safety or surprise, the end

I'll never look into your eyes...again

 

Can you picture what will be

So limitless and free

Desperately in need...of some...stranger's hand

In a...desperate land

 

Lost in a Roman...wilderness of pain

And all the children are insane

All the children are insane

Waiting for the summer rain, yeah

 

There's danger on the edge of town

Ride the King's highway, baby

Weird scenes inside the gold mine

Ride the highway west, baby

 

Ride the snake, ride the snake

To the lake, the ancient lake, baby

The snake is long, seven miles

Ride the snake...he's old, and his skin is cold

 

The west is the best

The west is the best

Get here, and we'll do the rest

 

The blue bus is callin' us

The blue bus is callin' us

Driver, where you taken' us

 

The killer awoke before dawn, he put his boots on

He took a face from the ancient gallery

And he walked on down the hall

He went into the room where his sister lived, and...then he

Paid a visit to his brother, and then he

He walked on down the hall, and

And he came to a door...and he looked inside

Father, yes son, I want to kill you

Mother...I want to...fuck you

 

C'mon baby, take a chance with us

C'mon baby, take a chance with us

C'mon baby, take a chance with us

And meet me at the back of the blue bus

Doin' a blue rock

On a blue bus

Doin' a blue rock

C'mon, yeah

 

Kill, kill, kill, kill, kill, kill

 

This is the end

Beautiful friend

This is the end

My only friend, the end

 

It hurts to set you free

But you'll never follow me

The end of laughter and soft lies

The end of nights we tried to die

 

This is the end

publicado às 00:45

Manzarek

por jpt, em 23.05.13

 

Morreu há dias, aos 74 anos. Ouvi muito os "Doors" na idade, aquilo do "rei lagarto". Depois? Depois não. Lembrando agora é até surpreendente, terá sido a minha banda de adolescência (que densidade para "boys band", impensável para os tempos do hoje "lite"), que aos restantes do culto de então continuei a ouvir (muito, Lou Reed, Neil Young, Dylan; de quando em vez, uma mala cheia).

 

 

Enfim, nunca fui (nunca iria) e nunca irei ao tal cemitério em Paris. Mas ao ler da morte do já velho Manzarek fui ouvir Doors. Para perceber que ainda tenho um CD, só um, que a minha adesão é do tempo do vinil e nem foi reconstruída. E assim lembrar a quantidade de vezes que com eles me deixei ir, e tanto, também ao som daquele orgão. "Querida", onde/quando se apagou "o meu fogo"?

Ficam aqui duas das minhas preferidas. Que, até sorridente, concluo agora serem ainda muitas:

publicado às 07:43


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