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Uma mostra colectiva

por jpt, em 07.09.11

Não é uma má ideia. A inaguração de uma albergaria, no "cimento" de Maputo, é saudada por uma mostra de artes plásticas nacionais. Foi o Mauro Pinto o organizador. Os nomes são os dominates da sua geração. Dá para ir, espreitar o sítio, e ver se a mostra vale a pena - muitas destas mostras, que são recorrentes, têm sido feitas descuidadamente, tanto pelos organizadores como pelos próprios artistas que mandam algo, só para participarem. Então aqui fica a divulgação, para se ir espreitar. E opinar, que é o que mais falta sobre estas "coisas" ...

jpt

publicado às 17:32

Mostra Colectiva no Camões

por jpt, em 18.04.11

Tsenane, "Perigrinação"

 

Uma colectiva no Camões com obras de Vado e Jamal (pintura), Tlhaculane (escultura) e Tsenane (escultura e pintura). Um pouco desigual a mostra. Vado figurativo com tendência para o etnográfico, a expôr-se um pouco em demasia no desenho. Jamal a tentar muito o decorativo. Já Tlhaculane a afoitar-se nas estratégias em vigor na escultura (um "músico" interessante na mistura de madeira e metal). Tsenane aparenta estar já mais avançado. Gosto bastante da sua escultura (cerâmica) ainda que não me tenha maravilhado com estas suas obras. Um óleo "Para Onde Vão os Sonhos?" que esteve na expo MUSART 2010, um figurativo muito surpreendente no perfil deste artista. E, acima de tudo, esta "Perigrinação" (sic) [é tempo dos galeristas começarem a fazer revisões dos títulos, os erros são constantes e não são propositados, não são projectos ...], um acrílico que é o que mais me fica desta mostra, um passo na carreira dos quatro artistas, "emergentes".

 

A propósito desta exposição um espanto meu. Leio no convite do Instituto Camões, e depois transcrito no jornal Domingo (portanto passou a palavra pública) que esta mostra engloba obras de quatro artistas do Núcleo de Arte, inscrita na constante colaboração entre estas duas instituições, a qual tem sido saudavelmente notória. Mas isto vem assim "Esta é uma iniciativa no âmbito da cooperação recorrente do Instituto Camões com o Núcleo D’Arte, instituição criada em 1936 em Maputo por Frederico Ayres, pintor português e professor de pintura, Jacob Estêvão e Vasco Campira."

 

Ora eu não sou especialista nem em artes nem em história de arte moçambicana. Mas o que aqui leio muito me espanta, ou seja vejo correlacionar a actual colaboração entre Instituto Camões e Núcleo de Arte com as origens deste. As quais me surgem muito mitificadas. Frederico Aires criou o Núcleo de Arte em 1936 com Vasco Campira e Jacob Estevão?

 

É muito importante? Não. Mas é um suave reescrever das coisas, estipulando convívios de antes para reforçar os de hoje. Um dia será possível compreender que é inútil isso. E que os convívios de hoje não precisam disto para nada. Bem pelo contrário.

 

jpt

publicado às 17:44


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