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A última viagem a Nelspruit (2)

por jpt, em 15.01.15

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Era o primeiro dia da campanha para as eleições em Moçambique. Para nós era já a despedida, sonhando-a de curto prazo, temendo-a para muito tempo, a tal papaia na garganta (que ainda não engoli) na angústia de perder a "terra" que, afinal, não era a minha. Nessa última semana fomos a Nelspruit, no regresso em Ressano deparei-me com esta imagem. Parei o carro, para a captar. Talvez só quem conheça a zona fronteiriça possa entender o porquê disso, do meu amargo espanto. Logo após o portão da fronteira, no início da descida - o início do país - uma queimada do lixo remanescente defronte da carcaça do velho "chapa" abandonada na berma da estrada. Orlada dos cartazes, novíssimos, até frescos, da candidatura de Filipe Nyusi, que os militantes da Frelimo ali tinham colocado nas últimas horas.

 

O contraste com a paisagem sul-africana, imediatamente atrás, rodoviária e não só, é enorme. Sim, eu sei que o Mpumalanga fronteiriço é a terra dos latifúndios de plantação, do trabalho ilegal explorado, talvez um dos resquícios maiores do velho apartheid, mesclado com o vampirismo dos novos-possidentes. Por isso mesmo a comparação "a seco" da "higiene" ainda-traansvalesca e o desarranjo da crescente Ressano Garcia é sociologicamente inepta. E por isso mesmo politicamente reaccionária.

 

Mas ainda assim, e talvez como nunca, até porque sendo a última vez perspectivada, a última entrada no "país [que não pátria] amado" chocou-me, aquele cupido usufruto do lixo em vez dos cuidados ecológicos.

 

Por isso guardei a imagem, partilho-a agora. Simbolizando o meu desejo que Filipe Nyusi, hoje empossado, tenha sucessos na sua presidência, e que estes sejam o do país. E que, nesses sucessos, se incluam também a indução junto dos tantos apoiantes do partido do sentir, pensar, ecológico. Nisso a ideia de que o lixo é para tratar, não para usar como material de suporte propagandístico.

publicado às 23:34

Cheias a norte

por jpt, em 13.01.15

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 (Ponte sobre o Licungo, em Mocuba, desconheço a autoria da foto).

 

Cheias a norte, vejo várias fotografias mostrando efeitos da ira das águas. Aqui o estado actual da ponte de Mocuba que eu conheci assim, 

 

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e sobre a qual, em tempos, botei um postal

 

Isto das cheias a norte lembra-me sempre, com nostalgia, de um trabalho que fiz há muito tempo exactamente durante umas cheias. Há mais de dez anos botei no blog um texto sobre isso, e guardei-o aqui, junto com outros. Repito-o agora: 

 

Nas cheias do Zambeze

 

De Quelimane ao rio Chire quase vai um dia. Dois camiões atolados há já 15 horas vedam a estrada, rodeados de uma meia dúzia que tapa todas as irreverentes opções. A surpresa de aí encontrar um mui recente ministro português, simpatia enérgica a gerar o desentupimento. No contraste com a minha displicência de Rothmans feita sinto os determinismos psicológicos. Há quem tenha o dom do poder e outros, como eu, olhamo-lo, quase sempre de viés. Esperando que milho e madeira desçam das viaturas converso com um indo-descendente, dez anos comerciando entre a Moita, o Laranjeiro e a Costa da Caparica. Ao “porque raio voltaste?” solta um “que sentido tem aquela correria?”: não há-de ser esse cofió a separar-nos, Adam! Algo envergonhado conta-me que, farto da espera, pagou 400 mil meticais para se descarregarem os camiões. E estes, logo que menos pesados metem a primeira velocidade e saem calmamente das suas covas. Rio-me de mim, qual psicologia, qual poder do Grande Homem Branco: “É a economia, estúpido!”.

 

Um padre na estrada, desses de décadas de mandioca e feijão com bicho, guerras, água morna, falhanços, malárias, que fazem este ateu sentir-se um pouco mais pequeno do que já é. Irritado, o velho! Narra o episódio do padre italiano que morreu há dias, arrastado nas cheias ao tentar levar doentes ao hospital. E do seu colega partindo em busca do corpo, irregulares caminhos, margens lamacentas, atolado vezes sem conta, o cansaço sem desespero da gente de fé. E do seu regresso, ainda sem sucesso, onde a polícia o multa em um milhão de meticais, que isso de nas buscas ter caído a chapa da matrícula…até pode ser verdade mas não apaga a ilegalidade.Determinismos culturais? Tradição, culto dos mortos, ritos prescritivos, enterro lá no lugar dos antepassados? Que idealismo, “é a economia, estúpido!”.

 

 

Perto de onde era o batelão do Chire, pequena travessia por roldanas, é agora uma infindável planície de água, bordejando a aldeia Pinda. As primeiras casas distam 50 metros planos do rio. Felicidade pela inesperada presença de Ventura, o meu motorista, pastor da igreja evangélica que aí professam. Numa pobre capela de pau-e-pique uma breve e alegre oração conjunta. Faço um apelo a que partam para zonas mais altas, pois as chuvas a oeste e as descargas vão aumentar. Já o administrador o disse mas não vislumbram razão para tal, nas cheias de 1978 as águas não ultrapassaram aquela árvore acolá, guardiã da secura a 20 metros da povoação. Empirismo puro, para racionalista aprender! Intercedo junto de Ventura para que os convença. Responde que não o fará, aquela gente não tem tecto noutro sítio e as suas machambas estão ali. Para onde irão?Fatalismo, inconsciência? Mais uma vez, “é a economia, estúpido!”.

 

Para trás ficou Quelimane, onde a beleza das mulheres até magoa. E testemunha, sem essas coisas do genoma, que a mistura das gentes é bonita. Nas esplanadas da cidade vou indagando como vivem as meninas que passam. Perguntas cujo caroço, vejo-o agora, é o sentimento de que dói menos uma mulher menos bela ser prostituta do que uma mais bela. Imoral moralismo! Que não, dizem-me, mesmo sendo ali porto isso não é mais generalizado do que noutros lugares por esse mundo fora. Mas lembram que muita rapariga procura um marido que a tire dali. Lembro o Primeiro Dia de Mafra, com o longínquo aspirante Boieiro aos berros, qual vedeta de Hollywodd, apelando à rusticidade pois os piores classificados iriam parar às ilhas “de onde virão casados”. E o frémito de horror que percorreu o ainda informe pelotão, imaginando o casamento com uma açoriana. É o mesmo, a troca do isolamento geográfico por outros isolamentos. Neste combate à lonjura, “é a estúpida economia” dos afectos, estúpido!

 

Gurué, verde montanhoso na falsa beleza da monocultura. Modernos rumores de futura indústria de capulanas bem nas nascentes do Licungo, todas essas tintas navegando até ao Índico, dando de beber às gentes, colorindo a Província. “É a economia, estúpido!”. Avaria madrugadora, marcho durante horas provando o envelhecimento. Uma moto passa e há-de voltar já liberta do pendura, um miúdo que me transportará para a cidade. À proposta de lhe “pagar o combustível” o jovem extensionista rural de Mocuba ri-se e diz-me “ó seu estúpido, nem tudo é economia”, que um dia o hei-de safar algures. Obrigado Felix dos Santos, pela boleia e pelo alívio.Por todos estes sítios se encontram europeus.

 

Cooperantes, velhos cooperantes, ex-cooperantes, neo-cooperantes. Ali e acolá um comerciante, até um empresário. Tal como no sul toda essa gente vai partilhando cereais destilados e a opinião que a actual cooperação não ajuda o futuro do país, que algo tem de mudar. Estarão eles enganados, tal como os moçambicanos que de o acharem até já estão fartos de doadores? Sem respostas nestas noites distritais, lembro-me do meu pai e trunco-lhe as palavras: “a democracia é o alcatrão e a electricidade!”.Mas vai-se dizer isso, arriscar os empregos de expatriado ou os clientes de dolar no bolso? Deixar andar, “é a economia, estúpido!”.Risonhos, vêm centenas de homens na estrada. Logo procuro saber que se passa e do aglomerado ouço, espantado, “Maharishi”. Desde há alguns meses 1700 jovens meditam 4 horas diárias em troco de 270 mil meticais mensais. Pasmo, que raio, receber para meditar! Resquícios cristãos, a noção de que o transcendente exige pagar ao intermediário com o(s) espírito(s). E porquê assim, porque não o contrário? De facto, “é a economia, estúpido”, como tirar os homens do trabalho sem os compensar, quando vivem no limiar da economia de subsistência? E face aos que ainda agitam uma idílica agricultura tradicional vejam a sua desnaturalização, pois meditar potenciando equilíbrios pressupõe os desiquilíbrios. E talvez possibilite outros sincretismos, renovações, transformações. Por eles, coisas bem locais. Porque a mentalidade, essa “economia, estúpido”, coisas feias e bonitas, agradáveis ou não, está aí omnipresente. É deixá-la ir, e ainda bem que auto-meditada.

 

Tenho que partir, mas a vontade é quedar-me por lá! Fica a esperança no sucesso desta ideia. Repito-me, se aliada ao “alcatrão e electricidade”, parece bem mais promissora que tanto “desenvolvimento” semi-importado.A norte, onde o Zambeze só dá o nome à província, o Alto Molocué, pequena vila dividida por esse rio. Vizinho da pequena ponte o Fotógrafo Soares, “fotografia tipo B.I”. Não resisto, desço as escadas, minto-me de colega e peço para fotografar. O velho fotógrafo, com o caudal em casa, dá-se à imagem junto dos seus. Proponho que saia dali, é visível que as águas vão subir. Calmamente aponta umas frágeis canas, habitual limite do rio, e às quais em breve este retornará pelo que não vê necessidade em partir. Respeito, mudo a conversa, responde-me que o negócio vai normal, mas que não chega para nova casa de tijolo. Ficará acompanhado da família, feita dique moral. De novo, “é a economia, estúpido!”.A casa desabará meia hora depois, a água cobre a ponte. Lembro o padre e, aqui inútil, cruzo-a rumo ao Maputo, à Inês. E à notícia da morte de C. Geffray. Fica este país, agora desprovido de longínquo e magoado saber, mais pobre. Porque nem tudo, estúpido, é economia.

 

(Março 2001)

publicado às 07:40

A última viagem a Nelspruit (1)

por jpt, em 26.10.14

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Era a última vez que íamos a Nelspruit, partiríamos de Moçambique na semana seguinte. Em Lebombo encontrámos o Sérgio, na mesma senda. Depois ele esperou por nós na portagem de Malelane desafiando-me para seguirmos por Barbeton, meros 50 kms a mais para escapar às malfadadas (e quase eternas) obras na N4. Há mais de uma década que não ia para ali e assim, até para a Carolina conhecer um bocadinho mais, segui-o. E, pouco depois, logo ali, apanhámos na estrada esta cultura, uma fileira belíssima. Bela última ida-e-volta-no-mesmo-dia, obrigado Sérgio.

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publicado às 02:28

Tofinho

por jpt, em 24.10.14

 

Só o Tofinho. Pois morreu hoje uma amiga que adorava esta praia 

publicado às 11:27

Diário da despedida (12)

por jpt, em 08.09.14

 

O "meu" Moçambique (a perversa inversão linguística que quasi-esconde o "Moçambique de que fui sendo") foi sempre este, o Moçambique da morte precoce, da extrema pobreza rural, da miséria urbana. Esse sobre o qual nós, burgueses (a "classe média" como diz a moda académico-jornalística), planamos, quase como se não fosse nada, discutindo as nossas "identidades", as da cores das peles, dos emissores dos passaportes, as dos partidos de que "somos" (como se pode "ser" de outros homens?), até as de a que oramos, se oramos, e, agora, até as de com quem ejaculamos. Maneiras de sobrevivermos diante disto que há, tão mais abissal, acho.

 

Do meu pai, comunista cunhalista, herdei a descrença em que isto do mundo está porreiro. Mas fui deserdado da crença de que isto vai mesmo melhorar. Fica-me assim o mero resmungo, sem sistema, índice ou mesmo apenas horizonte. Vivendo nesse recanto botei algumas coisas sobre o país, e arrumei-as. Para quem se interesse o mais legível está aqui, em duas colecções: "Ao Balcão da Cantina (Crónicas de Viagem e de Paragem)" e "A Oeste do Canal (Textos sobre Moçambique)".

 

E tenho uns punhados de fotografias. Muitas são do tempo analógico e nunca tive disponibilidade para as digitalizar. Mas ainda assim criei dois álbuns no facebook com setecentas delas, o "Entre-Rios 1" e o "Entre-Rios 2". Talvez um dia me seja possível regressar às velhas, de papel e continuar a partilha.

 

Ficam aqui as ligações, para quem tenha interesse.

publicado às 10:51

Diário da despedida (11)

por jpt, em 08.09.14

 

 

José da Cruz foi o meu primeiro amigo em Moçambique. Aqui está em sua casa a destilar aguardente (nipa). Já passaram vinte anos desde esta foto. A minha resistência ao álcool diminuiu muito. A capacidade em me aproximar das pessoas também. Concluo, científico, que as coisas andam juntas. Por isso antevejo tempos de maior sozinhão.

 

publicado às 05:18

Diário de despedida (4)

por jpt, em 16.08.14

 

 

Continuo a arrumar as minhas fotos em álbuns no meu mural do facebook. Hoje meto este embondeiro, lá das Cabaceiras, um cliché do viajante aqui neófito. E digo que isso mostra que também me acontece "embondeirar".

 

Outro amigo, lá no norte, que me conhece desde que cheguei, por isso riposta "embondeirar em arco". Pois ...

publicado às 16:01

 

Como já aqui disse tenho vindo a colocar algumas centenas de fotografias em Moçambique no facebook. São, até agora, dois álbuns, o "Entre-Rios 1" e o  "Entre rios-2". Hoje coloquei mais algumas, na placidez memorialista que as acompanha. Entre as quais esta, a loja "Banca Futuro Melhor" em Mopeia, inscrita na série de lojas, barracas, barbearias e afins que muito gosto. 

 

E logo surgem os animados comentadores, demonstrando-me que perdi uma hipótese de ironizar. Fulminantes no sarcasmo catártico, "uma nova sucursal do Espírito Santo" ou "o novo escritório do Dono Disto Tudo". Obrigando-me a trazer fotografia e dichotes para aqui. É pois um postal colectivo ...

 

 

publicado às 19:16

 

(Matola-rio, hoje mesmo)

 

Eu sei que é um postal rude. Mas que melhor ilustração da ambivalência do adepto da selecção lusa? Entre a suave relativização do "fenómeno desportivo", o olímpico "perder e ganhar ...", a já mais especializada contextualização geracional da equipa actual, a crítica ponderada às questões tácticas? Tudo isso sintonizado nesta primeira afirmação, firme mas atenciosa, legalista (onde reina um magnífico "nesteste", para futura atenção dos "acordistas fonetistas). 

 

Para logo na frase a seguir se impor o sentir do verdadeiro adepto, face à imundície apresentada ...

publicado às 18:39

Entre-rios 2

por jpt, em 21.06.14



Continuo a colocar no facebook as minhas fotografias em Moçambique. Já antes fizera um álbum "Entre-rios" (450 fotos). Agora estou a fazer este "Entre-rios 2", que por enquanto tem cerca de 150. As minhas fotos valem o que valem. Para mim são uma mescla: das minhas memórias de Moçambique com um rol dos textos que não escrevi.


Quem nelas tiver interesse saiba que basta clicar.

publicado às 09:49

 

 

Abaixo recordei o belo cognome da "equipa de todos nós" no Brasil-2014. O torneio verdadeiramente começa hoje, o primeiro passo da nossa glória. Somos legião e aqui fica este "Se mais mundo houvera lá chegára", meu estandarte de apoio que segurarei, se necessário arreganhado, qual Duarte de Almeida.

 

[Fotografia em Moçambique, 1999, duvido do local: na igreja da missão de Boroma (Tete), Ilha de Moçambique (mais plausível) ou Quelimane]

publicado às 15:27

Sageza

por jpt, em 12.05.14


 

"Basta Viver", legenda em alpendre numa ilha do Zambeze, inundável, por isso quase de transumância. A sageza.

publicado às 02:25

Entre-rios

por jpt, em 04.05.14

[Didáctica do casamento, mural em Gondola, Manica]

 

O blog tem um grupo ma-schamba no facebook que anuncia os novos postais, e respectivas ligações. O grupo é muito grande (7300 inscritos, mas é óbvio que os frequentadores são muito menos). Coloquei ali um álbum fotográfico, a que chamei "entre-rios" (do Rovuma ao Maputo, claro).

 

Nele estou a arrumar algumas centenas de fotografias que fiz em Moçambique. Vou arrumando as fotos, tentando fazer uma espécie de narrativa pictórica. Que espero algo perceptível. É uma pena, mas a tecnologia dos blogs não permite a arrumação aqui, onde preferiria alojar esta colecção.

 

Tenho consciência do que (não) faço com uma máquina fotográfica, mas é o "meu" Moçambique que quero "partilhar" (filiando-me na ideologia facebuquesca). Para introduzir o referido álbum "entre-rios" escrevi: 

 

Tenho a mesma relação com a fotografia do que com a culinária. Sou péssimo ao fogão e totalmente incapaz ao forno mas gosto de comer. Exactamente como com a máquina fotográfica. Mas tenho imensas imagens de Moçambique. Não valem pela sua beleza ou pela técnica. Mas são coisas e momentos que me chamaram a atenção. Estou a colocá-las neste álbum. Para quem tenha interesse e/ou paciência. E, em alguns casos, saudades.

 

Fica o convite para lá irem.

publicado às 23:49

O Incomati

por jpt, em 06.03.14

 

ontem, na alvorada, ali entre Lebombo e Komatipoort, o rio Incomati estava assim: caudaloso, lamacento e fedorento.

 

 

E  ameaçando alcançar a velha ponte arruinada, não fora terminar a chuva e talvez tivesse acontecido. Nisso a lembrar as temíveis cheias de 2000.

publicado às 04:34

Textos em Moçambique

por jpt, em 15.03.13

Há algum tempo juntei dois blocos de textos, na sua grande maioria dedicados a Moçambique, e dei-lhes formato como-se-livro. E incrustei-os aqui no ma-schamba e num outro local, a minha página na rede Academia - pois, apesar de não serem, por definição, textos académicos ou profissionais, para os quais a rede Academia está concebida, ela é um bom sítio para se arquivarem textos, disponibilizando-os para leitura e/ou consulta. Assim sendo utilizei-a, sem escrúpulos deontológicos. 

 

Acontece que na recente passagem do ma-schamba do sistema wordpress para o Sapo, os arquivos de textos aqui se perderam. Presumo que por este novo sistema não ter essa disponibilidade. Portanto aqui deixo, de novo, a ligação para as colecções de textos. Basta "clicar" e aceder. Depois, a quem encontrar interesse bastará gravar:

 

 

 


 

 

(machamba perto do Búzi, fotografia de jpt)

 

Este é o conjunto que levou o nome de Ao Balcão da Cantina, 57 textos, parte sobre viagens no país, outra parte sobre andanças mais trepidantes em Maputo.

 

 (desenho de Ídasse)

 

E este é o "Desde o Canal de Moçambique". 56 textos, a maioria escritos entre sofá e escritório, no Maputo.

publicado às 08:16


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