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Um de Reinaldo Ferreira

por jpt, em 19.11.15

reinaldo-ferreira.jpg

 

 

 

Deixai os doidos governar entre comparsas!

Deixai-os declamar dos seus balcões

Sobre as praças desertas!

Deixai as frases odiosas que eles disserem,

Como morcegos à luz do Sol,

Atónitas baterem de parede em parede,

Até morrerem no ar

Que as não ouviu

Nem percutiu

À distância da multidão que partiu!

Deixai-os gritar pelos salões vazios,

Eles, os portentosos mais que os mares,

Eles, os caudalosos mais que os rios,

O medo de estar sós 

Entre os milhares

De esgares

Reflectidos dos colossais

Cristais

Hilares

Que a sua grandeza lhes sonhou!

 

Não será um grande poema, este o de Reinaldo Ferreira, mas às vezes, muitas, é tão adequeado.

publicado às 10:24


1 comentário

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De ZekA a 21.11.2015 às 17:26

Foi interessante passar por aqui, por força do acaso, neste momento de ocaso.


E foi uma sorte apanhar o canto da despedida, adequado sim a qualquer momento, não tendo dedicatória será sempre de boa memória ;-)


Embora os Hílares me desconhecessem, não lhes percebo o que ali fazem, mas gostei. 


Vamos andar por aí... 

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